sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Roda-a-roda do NASSER (22 FEV 2007)


Situação - Em outubro de 1957, há cinqüenta anos, a Toyota alugou instalações de ex-revendedor Rambler em Hollywood. Vendeu, num ano, 288 veículos. Meio século após, deverá assumir a liderança do mercado mundial e colar nas vendas internas na General Motors. Ano passado a empresa vendeu nos EUA 2,6M de veículos, sendo 1,6M produzidos em solo norte-americano.
História - Deixando de produzir veículos em Coventry, na Inglaterra, a Peugeot fechou uma história secular na cidade, hospedeira de série de indústrias de automóveis e motocicletas. É como se todas as montadoras deixassem São Bernardo do Campo (SP), ou Detroit (EUA). Hoje, em Coventry, para registrar a história de seu passado, há o bom museu da Jaguar.
Conforto - Item de relevo no novo Fiesta é o isolamento acústico. Reduz a percepção de ruídos e temperatura, aumenta a sensação de conforto. A Ford quer atrair compradores para as versões melhor equipadas, transmitindo conforto de uso - sem os sacrifícios usuais do uso dos carros simplórios à base do 1.0. No mercado estes ganhos se dizem incluí-lo como produto Premium.
Ponto de vista - Ray Young, presidente da GM do Brasil, em transferência próxima, declarou em entrevista à publicação Autoinforme, ter crescente confiança no Brasil, no PAC, e exemplificou o terceiro ano de crescimento das vendas da indústria como um dos fatores de confiança. Curiosamente, ele acredita num crescimento de vendas entre 4 e 7%, quando as previsões das montadoras é de mínimos 10%.
Negócio - Emerson Fittipaldi cedeu nome e conhecimento para licenciamento de seis produtos. De rastreador a volante, passando por bancos, peças cromadas. O mercado de acessórios representa R$ 7B anuais, e o bom Emerson quer a comissão do aval.
Ecologia - Movimento informal entre executivos públicos de diversos ministérios sinaliza um aperto na relação entre veículos e ecologia. Não se fala na Inspeção Veicular, capaz de retirar poluidores de circulação, mas de cobrar uma contra partida social às emissões dos veículos novos.
Antigos - Com uns dinheirinhos sobrando no bolso? Se é o caso e de bom gosto, programe-se para o leilão no superior Ritz Carlton, em Amélia Island. Brinquedos de qualidade como Packard V12, quatro portas conversível, carroceria Dietrich; Duesenberg J Dual Cowl Phaeton; Bentley 8 litros e chassi curto; raro Mustang GT 350 supercharged. A fim? Anote o sítio: www.rmauctions.com. Depois você pode comprar as inescapáveis encomendas de quem vai à Flórida.

Gente - Alfredo Peres, advogado, e Orlando Moreira de Souza, engenheiro, mantidos diretor geral e coordenador do Denatran. Da melhor qualidade. OOOO

Parece de brincadeira, mas não é


Globalização é isto: uma empresa italiana e uma indiana fizeram ajuste de interesses para produzir carros com motor de uma e o resto de outra, para vender a maior parte da produção num país vizinho, e a menor quantidade no país de origem.
No varejo, as montadoras Fiat e Tata anunciaram ter chegado a entendimento para projeto industrial. A indiana autorizará a italiana a operar através de sua filial brasileira, controladora das atividades da marca na Argentina. Na hoje ociosa fábrica de Córdoba, onde atualmente produz motores para Fiats e câmbios para Fiats e Peugeots, fará um picape médio, para concorrer com GM S10, Ford Ranger, Mitsubishi L200, Nissan Frontier. O produto utilizará motor brasileiro da Iveco, braço comercial Fiat, um quatro cilindros, turbodiesel 2.3 litros, 134 cv, emissões enquadradas na norma Euro4. A produção será em leque, como o fazem os concorrentes: cabine simples e dupla, tração 4x2 e 4x4. Vendas iniciarão em 2008, e a fábrica da Fiat, antiga produtora de Unos e Palios fará o licenciado Tata inicialmente em 20 mil unidades anuais.

Sem brincadeira
Apesar do nome engraçado – em verdade o sobrenome do industrial indiano mais poderoso nestes dias, uma espécie de soma de Votorantim com Gerdau – é coisa séria. Não se trata apenas de mais uma das numerosas marcas que chegaram – e se foram – na última década. Mais que isto, é pé industrial bem plantado de um dos países com maior crescimento no mercado automobilístico mundial, ao lado da China. O temor do mercado com a concorrência dos chineses e indianos, deixa de ser medo e assume a realidade. Muito mais que a "joint-venture" entre os chineses e o grupo argentino Macri para operar fábrica no Uruguai, a forma de chegada dos indianos é mais densa. O parceiro é sólido, é líder, as instalações e a rede de distribuição são da melhor qualidade.
Quanto ao produto, apesar da superfície do comunicado oficial, pode-se projetar o cenário de ações e a posturas: querem estar abaixo do preço dos concorrentes. Farão isto pelas características dos produtos. São de projeto e construção mais baratos que os outros picapes construídos com metodologia norte-americana ou japonesa. E pelo emprego do menor motor no segmento - todos os outros estão ou estarão na faixa entre 2.8 e 3.2 litros de cilindrada. A projeção de mercado que se pode fazer é que Fiat e Tata querem colocar o novo picape em preço inferior aos demais diesel, e logo acima das versões gasolina e flex dos concorrentes. Este desenho básico é o que explica a entusiasmada indicação do volume inicial de produção: 20 mil unidades. Mesmo em se considerando que as vendas no Brasil serão no mínimo 60% deste volume, com distribuição das restantes para Argentina e posteriormente América do Sul, o volume pretendido de 12 mil unidades significa, comparativamente, estar próximo à Mitsubishi, muito mais que a Ford, o dobro do Nissan Frontier.

Positivo
Bom para todo mundo. A Fiat passa a ter um produto a mais nos salões de seus revendedores; os concessionários gerarão emprego para vendedores e mecânicos especializados; os argentinos voltaram a ter uma fábrica operacional; os indianos colocaram o pé no mercado da América do Sul com um parceiro que é líder continental, e o mercado se redesenhará. A concorrência do Fiat Tata possivelmente provocará o que o jargão da indústria chama de reposicionamento. Na prática uma redução de preços dos picapes, especialmente a diesel, de preços injustificadamente estratosféricos. A "Coluna" antecipou a informação em 10/01/2007, assim como a da produção de um utilitário esportivo, ainda sem a confirmação oficial.

Outro brasileiro bom de lápis
Saiu o resultado da 4ª Edição do Concurso de Design Peugeot, competição mundial entre jovens designers escolhidos por apertados critérios. Para o setor, o destaque foi o revolucionário projeto “N JOOY”, do brasileiro Wesley Saikama, estudante de design da UFPR. Mas o futurismo que atraiu atenções o puniu: ficou em 2ª lugar. Venceu o “FLUX”, do romeno Mihai Painatescu, de 20 anos, aluno do Instituto Europeu de Design, em Turim.

Quase
Design tem sido uma das maiores competências brasileiras. Tanto assim que o país, apesar de restritíssimo mercado, pois no caso dos automóveis a maioria dos traços finais é empurrado goela abaixo no gosto brasileiro pela globalização, tem representantes estelares no exterior.
O projeto do paranaense inspirou-se nos antigos carros de fórmula 1, daí sua forma de charutinho, e seu ponto de atração, foi também o que o enviou à posição secundária: as rodas são esferas controladas por motores elétricos. O carro é agradável mistura de retas e curvas, bem proporcionado, com 3,50m de comprimento e 1,65m de largura. Saikama obteve indicação de mais de 116 mil internautas. Destes, os 30 mais votados foram a uma pré-seleção que indicou 10 finalistas. Ao final, o júri presidido por Frédéric Saint-Geours, diretor geral da Peugeot, escolheu o melhor. Um resultado inesperado, comenta Saikama, estreante em concursos. "Esse reconhecimento será muito importante profissionalmente, e deverá me abrir portas no mercado de trabalho", conclui Saikama.

Romeno
O vencedor foi o Flux, do romeno Mihai Painatescu, de 20 anos, que estuda em Turim, meca dos "carrozzieri". Segundo o júri, revela versatilidade, possibilitando o uso em diferentes condições de piso, em total contato com o ambiente externo – por isso a ausência da capota. O Flux é movido por uma estação de energia de hidrogênio compacta localizada na parte traseira do veículo, em conjunto com um tanque instalado sob o capô dianteiro. O capô e os painéis laterais são de plástico, poliuretano nos assentos e alumínio para as peças mecânicas. Os protetores que envolvem o "cockpit" e o chassi são feitos em metal.

Venezuelano 3º.

O terceiro lugar é de Gustavo Ferrero, com o projeto Allscape. Trata-se de um veículo híbrido – pode ser movido a gás natural ou através de quatro motores elétricos, localizados na rodas –, que traz suspensão esportiva rígida e um sistema de transmissão seqüencial de sete velocidades, com três modos de utilização: automática, manual e F1 – destinada para o uso em competições. Porque o brasileiro não ganhou? Simples. Qualquer projeto de design teve ter como base uma evolução, capacidade de viabilização, e o sonho de tornar-se um caminho. O “N Jooy” pecou ao ser revolução. (Texto: Roberto Nasser / Fotos: divulgação)

ACELERANDO (22 FEV 2007)

TENDÊNCIAS DO PRIMEIRO MUNDO

Desde os anos 40 que americanos e europeus curtem a praticidade de automóveis com câmbio automático. Japoneses, craques em copiar com perfeição e depois aperfeiçoar com mais traquejo ainda os melhores veículos do mundo, também seguiram a antiga e aceita tendência do velho mundo.Hoje, por lá, somente carros esportivos (e caros) saem de fábrica com a opção de câmbio mecânico, ou seja, aquele que possui o pedal da embreagem para ser acionado nas trocas manuais de marchas. Há, como pioneirismo da Audi, uma nova opção que é fusão dos dois modos, o famoso hidramático (ou automático, como a maioria prefere) com o mecânico. O casamento das engrenagens antes tão distintas, não gerou bicho de sete cabeças, pelo contrário, serviu de melhoramento, evolução daquilo que já era interessante.Recentemente testei o novo Audi A3 Sportback com esse tipo de caixa de mudanças: a mecânica automatizada. Surpreendentemente exata nas trocas, notabiliza-se pela rapidez com que faz o trabalho. A Audi publica que o sistema disponibiliza dois discos de embreagem atuando separadamente, mas, em auxílio paralelo. O primeiro fica responsável pelas mudanças de marchas pares e, o segundo, pelas engrenagens ímpares. Testes digitais denunciaram diminuição de tempo de troca de marcha com o uso dessa engenhoca moderna. Tão bom que a Porsche deverá, muito em breve, utilizá-la em seus bólidos, mundialmente famosos pela alta performance.
Aqui no Brasil, a má fama desse sistema nos anos 70 foi a grande responsável pela não aceitação (ainda) do câmbio hidramático. Galaxies, tão bem feitos, às vezes apresentavam problemas do gênero, assim como outros carros nacionais e importados da época. Hoje a história é outra, por causa do avanço da tecnologia, é claro. Primor de veículo, o Honda Fit automático, por exemplo, é agradabilíssimo de se guiar. Sim, concordo que trocar marchas num carro potente faz parte de uma boa ação de pilotagem, mas, no trânsito, no dia-a-dia, o comodismo e o conforto de um câmbio automático são insuperáveis.Capa desta edição pós-folia de Momo, o Ecosport Automático é destaque. Andamos nesse bom veículo, meio topa tudo dentro do mato, meio carrão de cidade. Ágil e potente mesmo em baixas rotações, é bom laboratório para se testar a delícia de um câmbio automático. Só andando para sentir.


Um abraço e boa leitura! (Texto): Fábio Amorim

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (22 FEV 2007)


Paulo Patury Accioly, geminiano de 30 de maio de 1962, é diretor geral da revenda Via France Citroën, em Maceió (AL)

“Leio a Gazeta Automóvel para me manter atualizado com as melhores notícias do setor.”


CARRO INESQUECÍVEL: “Puma GTE conversível 1979”

CARRO DOS SONHOS: “O novo Citroën C6”

SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “Um acidente que sofri na época do colégio, voltando da Praia de Paripueira com alguns amigos”.

VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “Todas as vezes que vou passear de SUV pela praia.”

CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Um Aero Willys!”

O QUE DETESTA NO TRÂNSITO?: “Engarrafamento”

TIPO DE MÚSICA QUE GOSTA DE OUVIR QUANDO DIRIGE: “Pink Floyd, U2, Caetano e MPB em geral”

UM HOBBY: “Jogar tênis”

UM LUGAR: “Viena, na Áustria”

ÍDOLO: “Meu pai”

COMIDA PREDILETA: “Qualquer uma do Restaurante Wanchako, em Maceió”

PÁRA-CHOQUE 008 - 22FEV2007


GPS (22 FEV 2007)

Pizzonia
Enquanto o Brasil brincava o Carnaval, o piloto amazonense Antonio Pizzonia, que fará sua empreitada pela Fisichella Motor Sport na temporada 2007 da Fórmula GP2, treinava duro. Pizzonia, ótimo piloto que já correu na Fórmula 1, estreará na GP2 e tentará fazer boa temporada para, quem sabe, retornar ao topo.

Gêmeos separados
Os paranaenses Rodrigo e Ricardo Sperafico anunciaram no último dia 16/2 as suas equipes para a temporada 2007 do Campeonato Brasileiro de Stock Car. Rodrigo irá defender a equipe Action Power, enquanto Ricardo irá competir pela WA Mattheis. Irmãos gêmeos, eles serão uma das atrações da Stock Car para este ano.

Certificação
A CAS (Cofap Automotive Supension) recebeu mais uma vez, na última semana, a recomendação para certificação internacional para o setor automobilístico, a ISO TS 16949. Foram auditadas as plantas de Mauá (SP) e Lavras (MG), além da unidade norte-americana localizada na cidade de Troy. O Sistema de Qualidade adotado nas unidades foi aprovado com nenhuma não conformidade, o que permitiu ao BVQI (Bureau Veritas Certification) recomendar a recertificação às fábricas. A CAS é uma divisão do Grupo Magneti Marelli, líder de mercado no segmento de amortecedores, com mais de 70% do mercado.

Contrato
A MWM International Motores acaba de firmar mais um contrato com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o Senai, para a realização dos tradicionais cursos de mecânica e manutenção de motores. A novidade é que a parceria, que já está completando 13 anos, será fortalecida por meio da centralização e padronização dos procedimentos em nível nacional, duas conseqüências positivas do novo acordo. A dinâmica continua a mesma: é responsabilidade da MWM International disponibilizar para escolas do Senai em todo o Brasil seus motores, para que os técnicos recebam treinamento e atualização profissional. A empresa também fornece material técnico e dá suporte aos participantes. (FA)

Ford anuncia a volta do sedã Taurus


A Ford anunciou durante o Salão de Chicago o retorno do Taurus à sua família de produtos. O sedã será lançado no meio do ano no mercado norte-americano, como linha 2008, em substituição ao Ford Five Hundred. Junto com ele, outros dois produtos também vão trocar de nome: o crossover Ford Freestyle passa a se chamar Taurus X e o Mercury Montego dá lugar ao Mercury Sable, todos eles trazendo uma série de aperfeiçoamentos de estilo, desempenho e segurança.

A mudança, segundo Mark Fields, presidente da Ford nas Américas, faz parte do plano de retomada da marca nos Estados Unidos. “O consumidor quer produtos que atendam a suas necessidades e facilitem a sua vida. Marcas fortes contribuem para isso. O Ford Five Hundred é um carro excelente, com alto nível de satisfação dos consumidores, mas apenas quatro em cada dez pessoas sabem que ele existe. O Ford Taurus, por sua vez, ainda é reconhecido por 80% dos consumidores, é o terceiro nome mais forte da linha Ford, depois da Série F e do Mustang. Vamos aproveitar essa força em vez de investir anos e centenas de milhões de dólares para solidificar uma nova marca”, disse.

Em 20 anos de produção, o Taurus vendeu sete milhões de unidades e metade deles ainda continua a rodar. O modelo também foi vendido no Brasil nos anos 90. A nova linha 2008 traz mais de 500 alterações de engenharia que tornam o carro mais potente, confortável e seguro. Seu estilo traz um apelo mais emocional, sem abandonar o porte clássico dos sedãs americanos. Como o Fusion, ele exibe a assinatura Ford na grade frontal cromada de três barras e capô de formas acentuadas. Lanternas horizontais marcam a traseira e detalhes cromados nos vidros, maçanetas e espelhos se destacam na lateral.

Força e conforto

O Taurus 2008 tem motor Duratec V6 de 3,5 litros com potência de 260 cv – um aumento de quase 30% em relação ao modelo anterior, sem aumentar o consumo – e 33,9 kgfm de torque, com transmissão de seis velocidades. Ele também oferece a opção de tração nas quatro rodas e controle eletrônico de estabilidade. Seu interior ficou mais silencioso, com novos revestimentos acústicos. Além de sistema de navegação ativado por voz, DVD e rádio satélite Sirius, ele vem equipado com o Ford Sync, sistema de comunicação e entretenimento ativado por voz desenvolvido em parceria com a Microsoft que integra telefones móveis e tocadores de mídia digital. Seu sistema de segurança inclui seis air bags: frontais e laterais para o motorista e o passageiro e cortinas laterais para as duas fileiras de assentos. (AF) Foto: divulgação

SERVIÇO - Revitalização de pintura funciona mesmo?


Polimento no capricho com cera moderna é capaz de fazer milagres no seu carro

O sol e a maresia são apenas dois fatores que contribuem para o desgaste precoce da pintura de um veículo. Com o passar do tempo, caso não se realizem algumas ações preventivas, a cor de um carro vai perdendo o brilho. Para se manter a superfície sempre em ordem são necessários cuidados básicos que consistem em, pelo menos, lavar o veículo a cada quinze dias e, ao menos uma vez por mês, realizar um polimento com cera nas partes de metal. Fazendo isso, muito provavelmente o carro estará sempre novo durante toda a sua vida útil, no entanto, quando isso não acontece, aí o prejuízo chega antes do tempo, desvalorizando o veículo.

Na pele

Após uma extensa revisão mecânica no veículo que utilizo diariamente, decidi dar uma “levantada” na pintura, meio desgastada, principalmente, pelo sol. A superfície azul-marinho precisava voltar a ser reluzente. Além de apresentar pequenos arranhões, a pintura estava opaca na capota e também tinha pequenos pontinhos de tinta branca, vindas de uma chuvinha de concreto, adquiridas distraidamente duma casa em construção. A convite de Jason Júnior, proprietário do Top Clean Lava-Jato, submetemos o Fiat para um ´tratamento de beleza´ que durou quase nove horas!

Processo
Recebido por Ítalo Silvano Ghilardi, vulgo Bonja, o sorridente gerente do Top Clean, o carro passou por uma inacreditável Via Crucis que envolveu água, máquinas, produtos químicos e muito suor. A ressuscitação da pintura foi algo inacreditável, de tão perfeito que o serviço ficou. “Inicialmente, nós realizamos uma lavagem geral no veículo, para deixar a pintura limpa e livre de qualquer resíduo de asfalto, graxa ou qualquer outra impureza”, destaca, Bonja. “Depois de lavar, partimos para um processo de lixamento com uma folha bem fininha. Isso vai ser fundamental para a próxima etapa, que é um polimento executado com uma máquina chamada Politriz. Essa máquina tem uma boina de espuma com uma espécie de toalha felpuda por cima e, nela aplicamos uma cera especial da marca 3M”, complementa o gerente.

Depois desses dois passos, o veículo volta para ser lavado novamente para tirar o pó do primeiro polimento. Seco mais uma vez, o automóvel agora será ´massageado´ por outra máquina, denominada de Orbital, que aplica na pintura mais uma cera líquida protetora. Para concluir o processo, entra, por fim, a famosa e insubstituível mão humana. Nesse item final, aplica-se mais uma cera de alto brilho com o auxílio de um imenso chumaço de algodão. “Essa hora é fundamental para a revitalização da pintura, pois esse acabamento final é que trará o resultado que o cliente espera”, conclui Bonja, afirmando que nos quase dois anos de existência do Top Clean, a satisfação nesse tipo de serviço tem sido de 100%.

Veredicto

Um serviço de revitalização de pintura bem feito dura, em média, de 8 a 10 horas e custa entre R$140,00 (preço cobrado pelo Top Clean já incluída a lavagem) e R$200,00. Confesso que não acreditava que esse tipo de polimento fizesse tanta diferença, mas, sem dúvida, satisfaz pelo ótimo nível de acabamento que deixa no final. Boa pedida para quem quer ´levantar a moral´ do carango ou até para valorizá-lo na hora de passá-lo adiante. Texto e fotos: Fábio Amorim

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Roda-a-roda do NASSER (15 FEV 2007)


Quem diria – Cadillacs sempre foram o pico do refinamento, conforto e luxo. Na disputa pela sobrevivência rejuvenesceu, e seu novo médio CTS, utilizará, acredite, motor diesel. Italiano, V6, 3.0 litros, 265 cv, da VM Motori.

Negócios – Braço de veículos de trabalho da Fiat, a Iveco tem novo produto: jipes. Distantes de sua tecnologia atualizada. São os espanhóis Santana Anibal feitos sobre Land Rover dos anos ’70. A Iveco associou-se à Santana, estatal, e terá os jipes com seu emblema e o nome Massif. Projeta 5.000 vendas anuais na Europa.

Acerto - Ford festeja fórmula Fusion. Mexicano, manteve em janeiro a média mensal superior a 1.000 unidades vendidas. Para Antônio Baltar Filho, gerente geral de marketing, ele ampliou o segmento dos sedãs grandes de luxo, como melhor proposta entre tamanho, estilo, equipamentos e preço.

Enfim - O Focus finalmente reage. Em janeiro vendeu 2/3 mais que o janeiro de 2006. O Focus, ao lado do Fiat Marea, do VW Polo, são os melhores produtos destas marcas, sem vendas proporcionais à sua qualidade como projeto.

Reação – Com vendas ascendentes e textos jornalísticos indicando ser o Renault Grand Tour superior ao Toyota Fielder, a montadora japonesa rebate com atrativo: quem comprar neste mês não pagará o IPVA 2007. Boa promoção. Fevereiro é o mês dos sacrificados: IPVA, IPTU, material escolar, Carnaval...

Agito – Para compensar o mês com poucos dias úteis e custos valendo para todos, a Ford faz promoção: R$ 1.000 de entrada, em maio, restante em 72 meses. Se conversar, leva sem entrada. Vale também para o EcoSport Automático, o EcoAuto, recém lançado, belo conjunto com motor 2.0, 143 cv e transmissão inteligente e econômica. Sugere R$ 59.900, mas reduz. Converse.

Mercado – “A fim de desconto?” Revendedores VW liquidam o Golf atual, envelhecido por mudança visual a surgir em março. Mesmo em concessionários Fiat, para a atual geração Palio. Audi, para restantes unidades do finado A3. Procurando bem, ainda há Santana 0km e importados 2005 !

Moto - O setor de veículos de duas rodas fechou janeiro em alta, produzindo 102.269 motocicletas. Prevê crescer 11,3%, chegando a 1M600mil unidades.

Turismo – Viagem no Carnaval? São válidos todos os avisos de precaução. Aviões são de horários inconfiáveis; as estradas esburacadas. Minha avó, sábia macróbia, diria “Boa romaria faz quem em sua casa fica em paz”. O Stanislaw Ponte Preta, “Em rio de piranha, jacaré nada de costas”.

Viagem – “Insiste na rodovia?” Reduza os riscos do combustível adulterado que funde o motor. Abasteça em grandes postos das grandes petroleiras – BR, Shell, Ipiranga, etc... Despreze os postos de bandeira branca – sem representar marca conhecida, mesmo que exija entrar numa cidade e reabastecer em posto urbano. Mais vale abastecer em cidade que quebrar na estrada.
Gente – Peter Hartz, 65, alemão, ex-diretor mundial de pessoal da Volkswagen, réu em 44 inquéritos, confessou desvio de €1,9M para representantes dos operários na mesa diretora da VW alemã. Gerar dinheiro para comprar votos, a gente conhece com Valerioduto, Zé Dirceu, Genuíno, João Paulo, Mensalão... No Brasil, sem conseqüências. Lá, parece que o buraco é mais embaixo – ou as grades da prisão mais próximas.OOOO

Peugeot Escapade, a hora da competência


Quem olha o Peugeot 206 em versão Escapade, pode até achá-lo integrando a turma do “promete-mas-não-vai”, de versões enfeitadas para um safári, porém de coragem finda no fim do asfalto. Mas quem o dirige... ah! É outra conversa, outro conceito. Mais novo integrante deste segmento criado e liderado pela Fiat, o Escapade é acertado para bem andar em estradas sem pavimentação. Honesto e equilibrado, não se perde com falsos quebra-mato ou detalhes sugestivos de capacidades inexistentes. Identifica-se por grande adesivo aposto nas portas traseiras. Sem opções de motor, usa moderno 1.6 Flex, duplo comando em 16 válvulas, multi injeção, faz 110 cv a gasolina e 113 cv a álcool. Dianteiro, transversal, tração frontal, cinco marchas. A boa suspensão original, McPherson dianteira e independente atrás, foi reacertada pela experiência mundial da empresa em “rallies”. Por isto, apto ao uso em pisos ruins, com grande estabilidade e ótimo controle, apesar de mais elevado 2,5 cm. Sob o motor placa metálica de proteção. Freios a disco nas 4 rodas. ABS.


Sensações

A impressão geral é de veículo honesto e adequado em propósitos. Como camioneta cumpre a função com charme, com bancos traseiros divididos, rebatíveis, fácil acesso pela porta traseira. A parte superior é elegante, formada pelo amplo vidro, integrando soluções visualmente agradáveis, de cuidados decorativos, como a maçaneta embutida na moldura da porta traseira. Não é automóvel com o teto esticado, mas traz personalidade e cuidados próprios. No capítulo, tem tratos, como o espelho retrovisor externo esquerdo com 3ª pista; no painel, regulador de altura dos faróis em relação à carga; limpadores de pára-brisas com velocidade proporcional à do Escapade; limpador traseiro acoplado à marcha-à-ré, inexistentes em veículos deste porte. Anda muito bem. Motor e câmbio bem entrosados. A segunda marcha poderia ser reduzida em um ponto, aproximando-se da primeira. Alavanca bem situada; curso e engate agradável. Ergonomia acima do normal. O banco bem recebe o motorista, comandos à mão e aos pés. O comportamento dinâmico, o fazer curvas, o frear, exibem esta interação. O condutor integra o conjunto. Utiliza rodas de liga leve, aro 14” e pneus 175 série 70, radiais para uso misto, confortáveis, aderentes e com baixa rumorosidade. Boa relação na caixa de direção com assistência hidráulica. Ao uso proposto, o volante poderia ser um pouco mais espesso.


Consumo?

Com gasolina, uns 14 km/litro em trânsito de cidade civilizada – Brasília ainda o é. Estrada, peso, orografia e velocidade variadas, às vezes primeira e segunda em subidas com ¾ de carga, às vezes exercitando a cavalagem, acima de 12 km/litro. Álcool, gasto bem superior ao mágico e falacioso número de 30% irresponsavelmente anunciado como diferencial constante e absoluto, máximos 8 km/litro.

Vale a pena?

Preços a partir de R$ 50 mil. Mas peça desconto. A rede Peugeot é boa de conversa. Se o seu negócio passa estas características, considere-o vivamente.

O novo Palio, sem disfarces

Internet é formidável. Um telefone celular faz a informação correr mundo. A foto referencia estes tempos. Autor, Felipe Monteiro, no “Boletim Interpress Motor”, expõe os novos Palio chegando para fotos de lançamento numa praia em Natal (RN). Apresentação após o Carnaval, vendas em março. Mudança agradável no corte das janelas laterais, de grupo óptico, e pára-choques – também na traseira – e grade, capô. Não é meia-sola econômica, mas cuidada mudança tocada pela Italdesign, autora do projeto inicial e suas alterações. Quer manter e ampliar o espaço já conquistado – o Palio é o segundo em vendas, em condições de disputa da liderança de vendas com o VW Gol – e criar área para a chegada do Gran Punto, sucessor na Europa e aqui com ele conviverá. Outro atrativo, alguns mostradores digitais. Nas versões de entrada, permanece a linha atual, a versão 3A 1.8R, acertada para inspirar esportividade, virá em 2 e 4 portas. (Texto: Roberto Nasser / Fotos: Escapade> divulgação / Palio> Felipe Monteiro)

ACELERANDO (15 FEV 2007)

TODO CUIDADO É POUCO
Ponto número um: jamais beba e vá dirigir. Não somente no carnaval, mas em época alguma. Porque isso machuca até inocentes e principalmente eles, os que não tem nada a ver com a burrice alheia.Um interessante portal ligado ao trânsito, o SOS Estradas que vive em torno de programas de segurança nas estradas fez interessante análise dos acidentes ocorridos no Carnaval de 2006 e traçou projeções sinistras para 2007. De acordo com o levantamento, se for mantida a média de acidentes ocorridos no ano passado, aproximadamente 800 pessoas poderão morrer entre a meia noite de ontem (14/2) e a meia noite de sábado (24/2). A estimativa é que acontecerão quase 4.500 acidentes de trânsito em rodovias federais, causando pelo menos 246 mortes e ferimentos de intensidade variável em 2.800 pessoas. Nas rodovias estaduais de São Paulo, por exemplo, aguarda-se em torno de 2.150 acidentes, provocando 75 mortes e 1.200 feridos. No restante das rodovias estaduais e municipais brasileiras, devem ocorrer cerca de 3.500 acidentes com 175 mortos e 2.170 feridos. O total nos dez dias observados deverá ser de 10.110 acidentes com aproximadamente 496 mortos e 6.174 feridos. As estimativas foram baseadas em acidentes nas rodovias pavimentadas que representam cerca de 10% da malha rodoviária brasileira e 90% do tráfego total.O estudo é tão preciso que indica ainda que, entre os feridos, aproximadamente 5% devem falecer num prazo de 30 dias em decorrência dos acidentes, elevando o total de vítimas em pelo menos mais 308 pessoas. Portanto, por causa dos acidentes registrados nesses dez dias a estimativa é de 804 mortos!
De acordo com o SOS Estradas, a análise foi feita como alerta para os motoristas que vão pegar a estrada no Carnaval. Através de outros estudos, sabe-se que mais de 80% desses acidentes podem ser evitados caso os motoristas dirijam com cuidado. Muitos desses acidentes acontecem em conseqüência do excesso do uso de álcool e do cansaço. A seguir, algumas dicas para evitá-los: 1) Antes de viajar procure dormir bem; 2) Jamais viaje cansado; 3) Evite dirigir mais de 8 horas por dia; 4) Planeje a viagem para evitar dirigir a noite; 5) Descanse 15 minutos a cada 2 horas de direção; 6) Viajando de carro, prefira alimentos leves; 7) Evite viajar sozinho; 8) Reveze com outro motorista a condução do veículo; 9) Pare sempre que sentir cansaço e durma se puder e 10) Não beba nem tome remédios que afetem os sentidos.
No mais, é só ter bom senso e deixar de lado a faceta do machão, do ébrio que insiste em dizer que está bem sem ao menos conseguir se equilibrar em pé. Mas a edição não fala somente de sangue! Há rally mundial, Fórmulas 3 e São Paulo, o Novo Palio 2008 e, na capa, de bandeja, para ser degustada sem moderação, uma bela picape Ford F-100 de 1957.

Um abraço e ótimo carnaval! (Texto): Fábio Amorim

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (15 FEV 2007)


Júnior Peixoto, taurino de 1 de maio de 1967 é mecânico profissional e proprietário da Oficina Autobahn, em Maceió (AL).

“Gosto de ler a Gazeta Automóvel principalmente pelo bom conteúdo técnico e informativo que ela traz semanalmente”

CARRO INESQUECÍVEL: “Ômega CD 3.0”
PRÓXIMO CARRO: “Um Dodge RAM”
CARRO DOS SONHOS: “Bugatti Veyron!”
SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “Ter saido ileso, junto com toda minha família numa capotada num Jeep Wrangler”
VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “Para Assunção, no Paraguai”
O QUE MAIS DETESTA NO TRÂNSITO: “Conviver com gente mal educada”
QUAL O TIPO DE MÚSICA QUE GOSTA DE OUVIR QUANDO DIRIGE? “Instrumental”
CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Puma GTB S2”
HOBBY: Off-road em carros
ÍDOLO: “Ayrton Senna!”
UM LUGAR: “Tibet, o mais mágico do mundo”
COMIDA PREDILETA: “Peixe em geral, especialmente Salmão”
(Foto: FBA)

GPS (15 FEV 2007)

Volvo convoca
Se és proprietário dos modelos Volvo XC90 (chassis 000690 a 085505) ou do S80 (297000 a 366078),ambos dos anos 2003/2004, então compareça à revenda autorizada mais próxima para a realização de recall no sistema de ventilação de gases do carter do motor. Maiores informações pelo telefone 0800 707 7590 ou www.volvocars.com.br

Vote no Senna!
O Jornal Corriere della Serra, da Itália, está fazendo uma enquete para saber qual piloto de F1 é considerado o maior de todos os tempos. Para votar no nosso inesquecível Ayrton Senna, acesse http://www.corriere.it/appsSondaggi/pages/corriere/d_96.jsp

Acordo
A Fiat e a Tata (maior empresa automobilística da Índia) vão expandir cooperação estratégica com o início de um novo projeto industrial fora da Índia. O acordo resultará no licenciamento da Tata para a produção de uma picape com a marca Fiat na planta industrial do Fiat Group Automobiles em Córdoba, Argentina. Os primeiros veículos sairão da linha de montagem de Córdoba em 2008. A produção anual plena é estimada em 20.000 unidades. Os investimentos planejados totalizam cerca de US$ 80 milhões.

A maior placa
“Bridgestone Firestone. A maior tecnologia do mundo já invadiu as ruas.” Esta é a frase que a fabricante de pneus anuncia em um painel de mídia exterior localizado na estrada do Bambuzal (na saída do aeroporto Luiz Eduardo Magalhães de Salvador (BA)). A peça de 700 metros, criada pela agência MPM, é considerada o maior anúncio de mídia exterior criado no Brasil. (FA)

PÁRA-CHOQUE 007 - 15FEV2007


A papa-léguas dos anos 50 e seu ótimo motor V8


Prática e simples, porém, forte e funcional, a F-100 marcou época desde o seu lançamento no Brasil em 1957

Dois meses após a Ford começar a produzir o seu primeiro caminhão no Brasil - o F-600 -, deu-se também, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, o início da fabricação da primeira picape nacional da marca americana, a famosa F-100. Isso foi em outubro de 1957.
Trinta e dois anos antes, Henry Ford havia lançado o “T Runabout Pickup”, seu primeiro modelo equipado de fábrica com uma caçamba de aço, destinado a transportar cargas. Esse carro foi o embrião da Série F da Ford que, desde o seu lançamento em 1948, consolidou-se como a linha de maior sucesso da história da indústria automobilística mundial. Até hoje já foram vendidos 28 milhões de picapes da série F no mundo inteiro.

Motor “roquete”?
A nossa F-100 nacional era praticamente o mesmo carro feito nos Estados Unidos desde 1953, no entanto, em 1957 ela começou a ser montada aqui ainda com o motor V8 (4.5 litros, 272 polegadas cúbicas) americano. No ano seguinte, essa mesma unidade de força começou a ser fabricada no Brasil. Era o V8 “Rocket” (foguete, em inglês), que já equipava o Oldsmobille e tinha válvulas no cabeçote. De forma aportuguesada, brasileiros começaram a chamá-lo de “Roquete”. A fábrica indicava 4.500 cilindradas, potência de 161 hp e chamava-o carinhosamente de “Power King”.

Espartana e eficiente
Mesmo bebendo muita gasolina a cada quilômetro rodado (detalhe desprezível nos anos 50), a F-100, apesar de bastante simples, era muito eficiente para quem queria agilidade e confiabilidade no transporte de cargas. Do final da década de 1950 em diante, reinou absoluta nas estradas nacionais carregando, por exemplo, produtos perecíveis que precisavam chegar ao destino com a maior rapidez possível.
Por dentro, a F-100 era espartana e funcional. O conjunto de instrumentos vinha disposto em forma de arco e a alavanca do câmbio de três marchas posicionava-se na coluna de direção. No nordeste, esse tipo de solução mecânica recebe o nome de “câmbio royal”.
A direção dessa picape Ford que não tem auxílio de bomba hidráulica, mesmo assim, não é exageradamente pesada chegando a incomodar o motorista nas manobras. Sua caçamba original era do tipo “step-side”, bem estreitinha e com os pára-lamas salientes. Pela limitação da área de carga, muitos proprietários chegavam a arrancar a parte traseira, substituindo o conjunto metálico por outro maior, de madeira. Vendo isso, a fábrica na época começou a oferecer o veículo também na opção sem caçamba.

Bom achado
A F-100 1957 apresentada aqui, pertence ao médico Luiz Duarte Araújo, um apaixonado por veículos antigos e, nas horas vagas, construtor de incríveis miniaturas de automóveis. Luiz adquiriu a F-100 com a mecânica em bom estado, mas com a carroceria bem maltratada. De “terceira mão” (pois esse carro pertenceu aos Correios do Brasil e depois ao cidadão Dênis Brêda), ela precisava, enfim, de uma restauração apropriada para voltar à forma dos velhos tempos. “A instalação elétrica estava meio ruim, assim como a carroceria, mas a mecânica estava em perfeitas condições, mesmo após meio século de uso”, comenta Luiz.

Após anos de espera, (pois o antigo dono não queria vendê-la), Luiz Duarte, enfim, conseguiu adquirir o veículo que depois de apenas seis meses de restauração voltou a brilhar como novo. “Quando vi a possibilidade de comprá-la, segurei a chance com as duas mãos e os dois pés”, brinca o médico que adora preservar a história automobilística nacional, pois também é dono de um Galaxie Landau, um Fusca, um Puma e um Jeep.

Passeio no tempo
Grata satisfação poder guiar um modelo desses, nascido no princípio da criação do Geia (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) no Brasil. Saindo do bairro de Jaraguá, engatei a primeira marcha (que é, na gíria, “sêca” e precisa estar como carro completamente parado para ser utilizada) e segui em rápido passeio pela orla. O “vêoitão” ronca bonito, sem falhas e bastante silencioso. Não acelerei fundo, pois a jóia é preciosa, mas força é o que não falta, apesar do peso enorme de quase duas toneladas. Seus freios são obsoletos, a tambor, mas, em baixa velocidade, dão conta do recado. A suspensão é rígida, mas não chega a ser desconfortável. Possivelmente deve tornar-se mais agradável ao guiar quando carregada. A cor verde da sua lataria reluzia com o pôr-do-sol e pescoços se contorciam para acompanhar o desfile da história em tempo presente.

Na opinião de Sérgio Berezovsky, diretor geral da revista Quatro Rodas, “poucos carros nacionais ocupam tão pouco espaço na literatura e na memória dos brasileiros quanto a picape Ford F-100, o que é uma injustiça praticada contra um dos pioneiros feitos no país.” De fato, isso é verdade. Apesar da explosão de vendas que acompanha o modelo até hoje e de sua competência nas estradas, não é um dos carros mais famosos do Brasil, mas, como existem amantes do antigomobilismo, como o pacato Dr.Luiz Duarte, exemplares incomuns como este continuarão incólumes para o deleite das futuras gerações. (Texto e fotos: Fábio Amorim)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Roda-a-roda do NASSER (08 FEV 2007)


Fissura - Uruguai e EUA assinaram acordo para promover intercâmbio entre os dois países. Na prática é uma fissura no Mercosul, cujas regras proíbem este tipo de independência a seus membros. Dependendo da expressão comercial, pode evoluir para fratura exposta.
Aquecimento - O relatório da ONU indica situação irreversível, no máximo convivível com o aumento de temperatura da Terra, induzirá produção de álcool, o mais barato redutor de emissões poluentes.
Europa - Os 27 paises da União Européia aplicarão 5,75% de etanol em sua frota até 2010. O Brasil está inscrito como fornecedor. Isto explica visita à apresentação de carros flex montada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de Christine Lagarde, ministra francesa da Indústria. Na visita, a PSA, dos carros Peugeot e Citroën, disponibilizou a exportação de motores capazes de consumir a mistura de 94% de gasolina e quase 6% de etanol.
Ecologia - Um dos trunfos para a venda da Lear, norte-americana produtora de interior de veículos, são os estofamentos feitos com material derivado de soja. Quando o Henry Ford, há sete décadas, construiu um Ford com fibra de soja e um terno com tecido da mesma planta, consideraram excentricidades do homem mais rico do mundo.
Conforto - Item de relevo no novo Fiesta, é o isolamento acústico. Reduz a percepção de ruídos e temperatura, aumenta a sensação de conforto. A Ford quer atrair compradores para as versões melhor equipadas, transmitindo conforto de uso - sem os sacrifícios usuais do uso dos carros simplórios à base do 1.0. No mercado estes ganhos se dizem incluí-lo como produto Premium.
Liderança - A Toyota vendeu 69.709 veículos em 2006. 3,6% de participação e quinta posição no mercado. Lidera nos segmentos em que participa: picapes e utilitários esportivos, sedãs e camionetas médios.
Troller - Nada muda na Troller com a Ford como nova dona: manteve empregos, produção, produto e rede de distribuição como estão. Quer entender o artesanato da fabricação. Depois aplicará sinergia de conhecimentos, de compras, para alterar processos produtivos e o jipe. "Xiitismo" é só para sindicalistas e irresponsáveis.
Prêmio - O novo Jaguar XJ incorporou novo prêmio em seu currículo: Carro de Luxo de 2006", pelo sítio "Business Cars". Superou BMW, Lexus e Audi. Antes já havia sido considerado na Escócia "Carro a diesel do Ano", e Melhor Sedan Executivo" pela revista AutoPress.
No mercado europeu de automóveis, praticamente empata o uso de gasolina e diesel. A Jaguar tem um novo motor V6, 2.7, considerado uma das jóias da Rainha. Em vendas, 20% no concorrido mercado inglês de sedãs de alto luxo.
Outra - Opção ao Vectra, a "Expression" é versão simplificada, motor 2.0, com rodas em ferro e calotas, e o máximo para as mínimas exigências do comprador: direção hidráulica, ar condicionado, trio elétrico, maçanetas e molduras na cor do veículo. Pedem-se R$ 55 mil, e concessionários GM oferecerão kit complementar liderado por rodas leves e toca CD a R$ 2 mil. É um movimento para criar um atrativo anti-Renault Mégane, de vendas ascendentes sobre o Vectra.
Moto - Vendas iniciadas da nova Honda POP 100, sob o apelo de mudança de vida, direcionada a quem anda de ônibus. É o modelo mais barato da empresa, para fazer frente aos concorrentes chineses e coreanos que iniciaram produzir motos no Brasil. Tem pequeno motor de 91 cm3, 6cv de potência, é simplificada em equipamentos, e custa R$ 4 mil mais frete e seguro.
Trator - Anuncia a Agrale, brasileira fabricante de tratores, ter aumentado vendas em 27% no ano passado. Maiores compradores, agricultura familiar e lavouras de laranja, café, reflorestamento e horticultura. É a única com motores aptos a consumir biodiesel.
Reboque - Desde o final do mês Detrans querem mostrar serviços fazendo fiscalização intensiva nos carros com engate para reboque, para saber se estão adequados à norma do Denatran. Veja a regra em www.denatran.gov.br; o que é necessário para enquadrá-los; e ande com o texto no porta-luvas. Polícia brasileira é boa de fiscalização - e usualmente descompromissada com o conhecimento legal.
Mais - Triplicar o número de financiamentos de automóveis em 2007 é a meta mínima do Banco do Brasil. Ano passado financiou R$ 906 milhões, fazendo 27 mil veículos mudarem de donos. Para este ano quer mínimos R$ 2,7 milhões - e 76,5 mil financiamentos.
Mudou - Curioso país. Há pouco tempo reclamava a indústria enorme ociosidade. Agora, Ford e Fiat pouco poderão aproveitar. Estão no limite de produção - a montadora mineira pensa, até, negociar metade dos sábados com os funcionários. A Ford não tem mais como crescer - exceto em São Bernardo do Campo (SP), onde, ao final do ano, inicia fazer seu carro pequeno. VW e Renault tem ampla folga.
Pneus - Aplicando US$ 160M, a Bridgestone Firestone inaugurou fábrica de pneus em Camaçari, na Bahia. Seiscentos baianos farão 8 mil pneus/dia para automóveis e camionetas. Mercado interno e exportações.
Bom - Informa a Renault ter renovado contrato com o Centro de Pilotagem Roberto Manzini. Ex-parceiro da Ford, Manzini é dedicado formador de mão-de-obra especializada, não apenas para corridas, mas para condução com segurança e direção defensiva.
Antigos - Dia 2 de fevereiro marcou 24 anos de encerramento da produção do Ford Landau, até hoje o produto que mantém a maior distância em qualidade e construção relativamente aos concorrentes.
Antigos 2 - Nos ajustes finais a aprovação da proposta da brasiliense Fundação Memória dos Transportes para a compra, sem impostos, de veículos antigos de coleção entre os países do Mercosul. Gente - Chung Mong-Koo, 68, coreano, presidente mundial da Hyundai, condenado a três anos de prisão por fraude fiscal. OOOO Christian Streiff, francês, nomeado novo presidente do diretório da PSA Peugeot. Mandato de cinco anos em nova estrutura para conter perdas e aumentar vendas e lucros mundiais.


Em novembro, o Mitsubishi Triton


Vem aí o Mitsubishi anti Toyota HiLux e anti Nissan Frontier Limited. É o Triton. Está na mesma linha: maior que picapes médios, como Ford Ranger, Mitsubishi L200 Sport, e Nissan Frontier, menor que os grandes, Ford F 250, Dodge RAM, e se destina ao óbvio: concorrer com o novo Toyota HiLux, maior vendedor do ano em seu segmento. O Nissan Limited, no exterior chamado Navara, iniciou ser importado em contadas unidades. A partir do meio do ano, importações regulares.
O nome é bem achado, mitológico, de um dos filhos de Netuno, o rei dos mares. Mesmo a quem não saiba, passa força e poder, adequado à imagem. É o maior picape Mitsubishi, lançado em 2005 na Tailândia, faz sucesso: vendeu 81 mil unidades em seu primeiro ano. Em meio à qualidade comum dos produtos com projeto e metodologia japonesa, destaca-se pelo arrojo curvilíneo de seus volumes. Porta características atualmente comuns, como a ligação em curva entre cabine e caçamba. Inova o estilo dos Mitsubishis, com largas abas de pára lamas, a grade harmônica com a ampla frente, e o conjunto pára-brisas inclinado e teto. Leva cinco passageiros com habitabilidade. A Mitsubishi, diz, dedicou-se a criar espaço confortável aos passageiros do banco traseiro. Diz também serem agradáveis as sensações de uso, apesar do eixo rígido posterior.

Aqui
A decisão de lançá-lo no Brasil segue a regra da MMC, a credenciada da marca: produtos para uso com liberdade sem a restrição de estradas, e tração nas quatro rodas, o 4x4. E por aproveitar componentes comuns, como motor e câmbio dos produtos aparentados, o picape L200 Sport - que no mercado oriental substituiu - e o utilitário esportivo Pajero Sport.
Motorizações diesel, 3.2 litros, mono trilho de injeção, 172 cv, maior potência dentre os diesel atualmente vendidos no Brasil. E gasolina, V6, 3.5 litros e 176 cv. Câmbios mecânico de 5, e hidráulico de 4 marchas. O projeto está em curso livre de adequação da fábrica em Catalão (GO), fornecedores, e resistência e capacidade de carga. De origem, é para levar usuários por estradas lisas e respeitadoras, à prática de esportes. Aqui, a estrada asfaltada, incorreções e buracos, já é um desafio. Quanto à capacidade de carga, 400 kg. Aqui, a legislação de emprego do motor diesel, exige seja capaz de transportar, entre passageiros e carga, mais de 1t. Apresentação em meados de novembro, vendas em janeiro de 2008.

Mais

O Triton não substituirá o modelo L 200 Sport, carro chefe das vendas. Irá conviver com ele, como ponto superior. No planejamento de produtos, a MMC tomou decisão sempre anteriormente negada: retirou de produção o pioneiro modelo L 200, dito "quadradinho". Estava envelhecido, superado em estilo. A indiscutível resistência aos serviços brutos foi transmitida à nova versão L 200 Sport GL a ser lançada nos próximos dias, como carro de entrada na marca. A tecnologia que a MMC desenvolveu para torná-lo resistente a serviços extremos em meio ambiente agressivo, será transplantado à nova versão. O L200 descontinuado era o único picape a suportar operação em meio ao ar abrasivo das explorações de minério a céu aberto. A Companhia Vale do Rio Doce adquire 1.000 unidades/ano deste modelo.
(Texto: Roberto Nasser) Foto: divulgação

ACELERANDO (08 FEV 2007)

A MAGIA DE UMA MARCA

A edição está rica, como sempre. Não é falta de modéstia, é contágio do vírus MB, Mercedes-Benz. Na capa, o perfeito automóvel, talvez o melhor sedã de seis cilindros construído até hoje no mundo e, seguramente, um dos dez maiores carros de todos os tempos. É o Mercedes Classe E350, um diamante lapidado com esmero total. O equilíbrio entre performance, beleza, conforto, luxo e segurança. Aceleramos, infelizmente, somente por dois dias, essa máquina que ornamenta a parte principal do nosso trabalho.

A primeira vez que guiei um Mercedes (também de 6 cilindros), eu tinha 15 anos. Era um C280 todo azul por fora e por dentro, se a memória não me faz ser ilegítimo. Lembro da delícia de andar nesse carro com um volante branco, todo de marfim, cheio de madeira nobre nos acabamentos, couro legítimo e, é claro, com uma disposição incrível para engolir quilômetros de asfalto.
Vinte e dois anos depois, deparo-me com a evolução deste sedã de quatro portas e estilo inconfundível. A surpresa maior, de cair o queixo é que, apesar do hiato de duas décadas e da gigantesca diferença tecnológica entre ambos, há uma similaridade impressionante nas sensações transmitidas ao dirigi-los. Finalmente descobri o que a imprensa especializada em automóveis criou como termo de identidade para veículos da mesma família: o DNA. Há, entre os Mercedes dos anos 70 e 80 uma ligação primorosa com os modernos carros da marca zero quilômetro. O jeito de ´flutuar´ em baixas velocidades e a mudança de temperamento em altas é praticamente o mesmo. Se fosse comparar esse veículo com um ser humano, certamente escolheria o maior de todos os boxeadores, Cassius Clay. Porquê? Pelo fato de o Mercedes também ter uma característica que tornou Muhammad Ali famoso: a “leveza de uma borboleta e a ferroada de uma abelha”. No Classe E350 é assim. O motor é um amigo absoluto nas duas situações. Devagar, o leva em passeio calmo, mas, se solicitado, salta da serenidade para a estupidez num piscar d´olhos.
Incrível, magnífico, perfeito. Não dá pra dizer o contrário, porque defeitos não existem nessa máquina. Ficou curioso? Vá lendo até encontrar notícias dele e se delicie com a alma desse carro estonteante.

Cordial abraço! (Texto): Fábio Amorim

Se for capaz, resista à esta bela máquina!


Mercedes Classe E350 notabiliza-se pela perfeição nos detalhes e equilíbrio exato entre conforto e desempenho

Se precisasse resumir esta matéria em apenas uma palavra, sem hesitar, escolheria: perfeição. Aos ilustres leitores, aí vão as impressões sobre o notável Classe E350, um dos melhores sedãs de luxo fabricados até hoje no mundo.

Diferenças
Apenas abrir e fechar a porta de um Mercedes-Benz de passeio já é experiência diferenciada, porque não há falhas no mecanismo. Alemães são assertivos, perfeccionistas, exatos. O clique da tranca é sinônimo de segurança e traquejo de construção. Após lacrado, o ambiente silencia como uma sala confortável, climatizada, sem interferências externas. Assim é o habitáculo do Classe E350: aconchegante ao extremo.

A chave
Objeto futurista, o mecanismo de ignição desse automóvel nem de longe parece com uma chave. Comandos simples abrem e travam portas e teto solar, além, é claro, de funcionar a máquina. Com um clique, abrem-se as portas. No segundo, há uma opção de “abertura de verão”, onde todos os vidros e o teto solar abrem-se por completo para dar vazão ao calor armazenado no habitáculo.

Bravo e amigo
O Mercedes E350 vem equipado com um indefectível propulsor de seis cilindros dispostos em “V”. Chamar isso apenas de “motor” é ofensa metálica das piores. São 272hp de potência e 3.5 litros de cilindrada. Seu torque fenomenal chega aos 35kgf/m já aos 2.400 rpm e sua maior característica é a ´elasticidade´. Entenda isso como a capacidade de ter fôlego, de acelerar assustadoramente sem o mínimo esforço, sem que isso quebre o motor. No modo esportivo do câmbio e pisando sem piedade, atinge-se mais de 80km/h ainda na primeira marcha! Sua transmissão é a já famosa 7G-Tronic de sete velocidades à frente, silenciosa e macia nas trocas. O E350 é quase um brinquedo de sensações agradabilíssimas ao rodar.

Aos 20km/h esse Mercedes desliza como uma pluma ao vento. Cordeirinho manso em baixa velocidade, o veículo tem alma de leão quando requisitado em suas reservas de potência. Do silêncio ao estrondo elegante, basta uma pisada mais firme no acelerador de dois estágios. A partir daí, o ronco encorpado do V6 invade parcialmente a cabine avisando que existe força de sobra debaixo do capô. Subindo ladeiras, em retomadas urbanas ou em ultrapassagens ousadas na pista, o E350 mostra-se apto à qualquer situação, livrando os ocupantes das surpresas causadas, por exemplo, pelos carros de baixa cilindrada e pouca potência. Indiscutivelmente, apesar do imenso conforto, a vitalidade do motor V6 é o ponto alto desse incrível carro, pois complementa em prazer uma estrutura totalmente equilibrada, que envolve luxo interno, design moderno, suspensão acertada e ampla segurança. Para se ter uma idéia do avanço tecnológico, nesse carro há um sistema inteligente de percepção do modo de guiar do motorista. Nas primeiras viagens após sair de fábrica, módulos eletrônicos captam o jeito do motorista dirigir e adaptam o veículo para o futuro, numa espécie de equalização exata a partir dos dados de performance exigidos pelo proprietário.

Para poucos

O modelo testado, ano 2006 (com apenas 590 quilômetros rodados) atualmente é avaliado em R$303.000,00, sem incluir nessa conta o emplacamento e seguro geral, que ficam em torno de R$36.000,00, no entanto, muito além das cifras literais, quem o possui, sabe que o valor de um Mercedes está ligado mesmo ao prestígio que ele traz a reboque. Por dentro e por fora, possui tudo que alguém pode desejar ao dirigir. Algo da lista de série, só pra sentir o gostinho. Por fora: motor V6 cheio de amor pra dar, faróis de Bi-xenônio e Active Light System, lavador de faróis, sensores de chuva e de obstáculos, rodas 17 com pneus 245/45, programa eletrônico de estabilidade, aviso de perda de pressão dos pneus, etc... Por dentro: ar-condicionado inteligente com temperaturas individuais, bancos em couro com regulagens elétricas e modos de massagens com partes infláveis dos assentos dianteiros, teto solar, som com MP3 e DVD player, persiana automática no vidro traseiro e diversos air bags para todos os ocupantes. Não comento aqui as minúcias eletrônicas, pois transformaria notícia de jornal em vasto manual de proprietário.
Guiar o E350 é perceber uma obra prima criada pelo homem. Ergonomicamente exato, todos os comandos desse nobre automóvel estão ao alcance das mãos. Costuras milimétricas cobrem os bancos e o volante em couro negro. Este último é, também, um painel multifuncional que regula o som e outros detalhes de navegação. Os mostradores em estilo retrô são um exemplo de bom gosto e acertado desenho industrial. Tudo à mostra, com classe e muita beleza, a começar pelos ponteiros analógicos com auxílio digital. Três círculos brancos com luz prata dão o diagnóstico da viagem: consumo de combustível, hora, giros do motor, velocidade, etc...

Eu, o assediado
Alguns carros servem como meio de transporte e outros representam sonhos. A estrela de três pontas fincada no capô impõe respeito. Olhares de admiração, (ou seriam de inveja?), de orgulho (mas, como, se o vizinho não me conhece?!), de reverência à marca tão famosa (isso sim, é verdade).

Prestígio: esse é o ponto principal, o xis da questão. Quem anda de Mercedes não é, necessariamente, rico, e sim, cheio de prestígio. Assim me senti ao estacionar na frente de uma corretora de imóveis, porque somente havia uma vaga ali. Apressado, o jovem profissional ajustou a gravata, saiu lá de dentro e correu para me oferecer um novo empreendimento, quase pronto, “um ótimo investimento”. Sorriu, me entregou o seu cartão e agora aguarda a ligação telefônica do “cara da Mercedes” para fechar um bom negócio...
Assis Chateaubriand acreditava que carros de luxo abrem as portas do mundo corporativo e ajudam nas relações pessoais. Impossível andar num Mercedes Classe E e não entender, mesmo que de longe, essa ótica do velho jornalista. (Fábio Amorim) Fotos: FBA

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (08 FEV 2007)


DESTAQUE Breno Beltrão, pisciano de 27 de fevereiro de 1972 é agricultor e Presidente da FAM (Federação Alagoana de Motociclismo)
“Leio a Gazeta Automóvel porque adoro carros e gosto de me manter informado sobre todas as notícias automobilísticas, principalmente dos eventos locais, como os ralis que a Gazeta sempre publica e ajuda a divulgar”.

CARRO INESQUECÍVEL: “Um Ford F1000 4X4”
PRÓXIMO CARRO: “Ford Ranger”
CARRO DOS SONHOS: “Um VW Touareg”
SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “Passear pelas dunas de Canoa Quebrada num Gol, em lugares praticamente inacessíveis”
CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Um Chevette Marajó, por causa de uma viagem que fiz de Cruz Alta (RS) até Maceió com o meu pai e meus cinco irmãos”
VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “Uma que fiz de Pointer, da VW, até Belo Horizonte (MG) para assistir ao mundial de motocross”.
HOBBY: “Surfar e andar de moto”
UM ÍDOLO: “Meu pai”
UM LUGAR: “A foz do Rio São Francisco”
UMA COMIDA: “Churrasco!”
O QUE MAIS DETESTA NO TRÂNSITO? “Andar na Av.Fernandes Lima às 12:30”
QUE TIPO DE MÚSICA GOSTA DE OUVIR QUANDO DIRIGE? “Alceu Valença, Rolling Stones e Beatles”

GPS (8 FEV 2007)

Vitória
Se gostas de acelerar nas trilhas, não perca. No próximo final de semana (11/2), ocorrerá em Vitória de Santo Antão (PE), o 8º Enduro da Vitória, prova realizada pela Federação Pernambucana de Motociclismo e válida pelo campeonato estadual. Aguardamos troféus dos alagoanos que vão participar. Maiores informações pelo fone (81) 3268 1101 com Sr.Batatinha.

Opala sangue
O título da notinha não retrata algum Opalão vermelho que roda por aí, e sim é referência literal à bonita ação da turma do Clube do Opala de Alagoas dedicada ao Hemoal, maior banco de sangue do Estado. Por iniciativa de Alexandre Mota (diretor de eventos) e Marivaldo Omena (presidente do clube), os ´opaleiros´ por livre e espontânea vontade doaram sangue sorrindo. Os nossos parabéns pelo exemplo de cidadania e amor a outros seres humanos.

Crescendo 1
A Renault do Brasil encerrou o primeiro mês do ano com o emplacamento de 4.922 unidades em janeiro, equivalente a 3,4% do mercado de automóveis e comerciais leves, a melhor participação mensal da empresa desde outubro de 2005. O resultado representou um crescimento de 52,3% em relação a janeiro de 2006.

Crescendo 2
A Volvo terminou 2006 na liderança do mercado brasileiro de caminhões pesados, ao atingir a marca de 5.154 veículos, resultado 9% superior às 4.724 unidades comercializadas em 2005. Foi a única entre todas as montadoras a ter um resultado positivo na classe dos veículos pesados.

Crescendo 3

A Ford obteve um novo recorde de vendas em janeiro com 20.635 unidades comercializadas no varejo, que elevaram a sua participação no mercado para 13,5% – foi a marca que mais cresceu em relação a dezembro, com um ganho de 2,4 pontos porcentuais. Em comparação com janeiro de 2006 suas vendas mostraram um crescimento de 22,9%, bem acima do total da indústria, que evoluiu 15,8%, segundo dados do Renavam. (Fábio Amorim)

PÁRA-CHOQUE 006 - 08FEV2007

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Roda-a-roda do NASSER (01FEV2007)


Negócio – Caindo na real, o presidente Bush quer reduzir a dependência dos EUA ao petróleo. Quer minguar consumo em 20% em dez anos; comprar carros híbridos para a frota oficial; aplicar combustível não poluente. Para quem não assinou o tratado de Kyoto e é o maior poluidor do mundo, ficou bonzinho.
Negócio, II - Numericamente significa consumir 132 bilhões de litros em 2017. Número potente, é quatro vezes maior que a produção nacional projetada.
Negócio III – Parece ótimo no atacado das exportações pelos usineiros, mas não deixa de fazer alarme no varejo. Se os preços forem atrativos, você já sabe quem vai ficar sem o álcool brasileiro.
Série – Aproveitando o lançamento de seu Fórmula 1, o R27, a Renault Sports Technologies anunciou o Clio Formula 1, série especial. Apresentação no Salão de Genebra.
+ Palio IV + – Em março a Fiat iniciará vender o Palio em 4ª geração. Edição revista e melhorada, intenta manter-se disputando o primeiro lugar de vendas e ocupar lugar para o surgimento do Grand Punto ao final do ano.
+ ...e meio + – A Volkswagen apresentou a nova versão do Golf, a ser conhecida como Quatro-e-meio, indicando ser baseada na Geração Quatro, que restou produzida no Brasil, e não na Geração Cinco, em produção na Europa e no México. Vendas em março. O mercado brasileiro não justificou a atualização do automóvel e por isto o modelo novo é feito no exterior, e o antigo, aqui.
+ Fora + – A MAN, fábrica alemã de motores diesel, caminhões e ônibus, retirou a propostas agressiva de controle da Scania, que incomodou o mercado, o Mercado Comum Europeu, e assustou a grande montadora sueca.
+ Indianos + – Empresa instalada em Manaus, a Brasmont quer montar os utilitários indianos Mahindra a partir de abril: 200/mês a partir de peças importadas e baixo índice de nacionalização. Picapes e utilitário esportivo, diesel, e linhas superadas. Aliás, especialidade da empresa, antes montadora do Cross Lander, romeno jipe Aro, outro anacronismo industrial, retirado de produção e verdadeiro "mico" a compradores e revendedores.
Indianos, 2 – A definição da Mahindra, segunda montadora da Índia, em arranjar parceiro hábil na legislação amazônica, e rapidamente participar no mercado brasileiro, instigou a coragem do grupo Tata. Maior das indianas, em acordo com a Fiat para fazer picapes na Argentina, ampliou o projeto: fará, também, utilitário esportivo médio, com motor Fiat diesel 1.9.

Gente – Ray Young, 44, presidente da General Motors do Brasil, transferido. Julho, após anúncio de lucros da empresa. OOOO Rogélio Golfarb, engenheiro, responsabilidades ampliadas. Sua diretoria de relações corporativas e institucionais da Ford terá amplitude de América Latina. Globalização. (R.Nasser)

Fiesta 2008. Sensações vendem


O novo Ford Fiesta inicia esta semana como modelo 2008, com série de modificações dirigidas às áreas dos sentidos: visão, tato, audição e, percepções de espaço e meio ambiente.
Serviço bom. O Fiesta é o produto líder da Ford. Na soma de todos os seus veículos, incluindo caminhões e jipes Troller, é a metade. As mudanças marcam o segundo ciclo de vida, o aperfeiçoam, provindo de avaliações da Ford e clientes.

Para realçar a percepção dos sentidos, mudanças externas. A frente: conjuntos de faróis em maior volume, e nova disposição de focos. Lembra o EcoSport, recordista da Ford em vendas em sua categoria: novos pára-lamas, pára-choques e grade frontal. Linhas e cortes elevam a frente, dando a impressão de altura e resistência. Internamente tomaram o caminho do refinamento: novo painel e instrumentação; revestimentos com melhor visual e sensação de conforto e qualidade nos tecidos; novo tratamento de isolamento térmico e acústico. Uma pequena bandeja, para moedas e que-tais, aplicada no alto do centro do painel frontal, lembra carros maiores. Há maior realce nas versões mais simples, de maiores vendas. As mudanças oferecem sensação de amplitude no espaço interno, exatamente a área em que o Fiesta é o melhor dotado; de qualidade na decoração; de silêncio e conforto térmico, uma valorização ao pequeno veículo. Clientes foram atendidos: o tanque de combustível foi ampliado a 54 litros; os marcadores do painel voltaram a ser analógicos. O automóvel virá fornecido em versões hatch 5 portas e sedã de 4, em três padrões de decoração e equipamentos: First, Trend e Class. As motorizações flex são de 4 cilindros, dianteira, transversal, aplicadas a transmissões manuais de 5 velocidades à frente.

Quanto?
A Ford quer manter mercado. Conteve preços e aproximou-os entre hatch e sedã.
1.0 "Hatch" R$29.990,00 e sedã R$31.880,00. Versão 1.6 hatch – R$34.090,00 e sedã R$36.020,00

Valores meramente referenciais e podem variar bastante, para mais ou para menos. Hoje, por exemplo, há versões dos modelos antigos vendidas com R$ 4 mil de desconto.
Há enorme variação de versões e equipamentos. De acordo com a tabela, um hatch 1.0 com ar condicionado e direção, a R$ 35.730; 1.6, a R$ 39.000. Nos sedãs, 1.0 a R$ 37.550 e 1.6 por R$ 40.910. Preços menores que os dos carros concorrentes.

O novo C, um pequeno Classe S
A Mercedes-Benz mudou a Classe C, e marcou-a por duas características: redução do prazo de vida da plataforma para 7 anos; e, identificou-a reduzindo o conjunto de grade e faróis da versão maior e mais cara, a S. Seguiu tendência do mercado, aumentando-o em todas suas dimensões: mais 5 cm de entre-eixos; 5,5 cm em comprimento; 4 cm a mais de largura e dois mais alto 4,58x1,77x1,44m. Mais vendido de sua linha – 1,4M na geração recém encerrada, caprichou nas características, conforto e segurança nas três as versões: Avant-garde; Classic e Elegance . Haverá, também, a série AMG, de desenvolvimento esportivo.

A nova série reduziu comandos e indicadores: botões, painel - três mostradores, contra quatro da série anterior; diâmetro do volante. Expõe o pavor interno da Mercedes, eflúvios da briga com a BMW, de colocação de mais inutilidades eletrônicas e aparatos nunca utilizados pelos clientes. Resultado, panes, enorme prejuízos, grandes recalls, demissões – e simplificação. A motorização a gasolina pouco mudou, exceto nos 4 cilindros, tornados mais potentes. O 180 Kompressor saltou de 143 para 156cv; o 200 K ganhou 20cv, indo a 184. Os outros propulsores são C 230, 280 e 350. Transmissões mecânicas, com 6 velocidades. No agradabilíssimo C 350 a automática 7G Tronic com 7 velocidades. Em termos de segurança emprega 70% dos metais da carroceria com aço de elevada resistência; suspensão regulável para rodagem suave ou esportiva; direção 6% mais direta; câmbio programável; freios com novos sistemas – desde arrancar em subidas, quanto para secar os discos após passar por poças d'água. Na Europa a nova série C, vendas em abril. Aqui, indefinições quanto a versões. (R.Nasser) Foto: Manente/Ford

ACELERANDO (01FEV2007)

FIRULAS MENTAIS E NOVOS LANÇAMENTOS
Oficialmente a Ford lançou o novo Fiesta 2008 no último dia 30 de janeiro. Convidou imprensa especializada para apresentar seu novo produto em São Paulo. É o carro mais rentável da marca no Brasil e responsável por quase 50% da produção de todos os seus automóveis no país, incluindo neste bolo, também, a fabricação de caminhões.

Chegou de cara moderna e interior mais aconchegante. Nariz arrebitado, com jeito de veículo maior, como nós já mostramos aqui em furo nacional, no meio do mês passado. Amplo por dentro, oferece agora novos padrões de estofamentos e três níveis de acabamento, tudo muito bem explicado por Roberto Nasser na página 3, em minúcias, nesta edição da Gazeta Automóvel.
A Ford mantém na nova família, os motores “flex” 1.6 (esse bem interessante, principalmente em altas faixas de rotação) e o 1.0, menos potente. É a novidade chegando cedo no início do ano, alavancando vendas do inédito modelo, já que a fábrica aposentará os fornos do 2007, comercializado até os últimos dias do primeiro mês de 2008. Para finalizar o evento, a Ford convidou o genial Tom Zé, setentão representante da nata do tropicalismo, ou, a parte posterior desse movimento. Cantou, dançou, brincou, fez piadinhas com Henry Ford, até inventou músicas misturando explosão com pistão, tudo a seu modo, de maneira incrível, fazendo a platéia delirar, extraindo com seu o jeito único, aplausos e novos pensamentos. Desejou milhões em vendas à marca e esta acredita na continuidade do sucesso do Fiesta, carro preferido por brasileiros que têm, segundo pesquisas da fábrica, uma renda mensal de R$4.500,00.
Na capa de hoje aparece um SUV bem especial, o X-Trail da Nissan. Carro de patamares mais altos, para consumidores mais potentes, que ousam investir aproximadamente R$120.000,00 num veículo. Esse é o preço do X-Trail que a marca nipônica publica. Atraente pelo design robusto, macio e surpreendentemente forte e ágil, traz na alma 180 cavalos bem espertos, que movimentam 2.000kg de modo fácil, sem reclamar. Testamos em rápido experimento de quatro dias e colocamos na página 15 os resultados extraídos da essência do X-Trail.
Coisa inédita também é o Dacia Logan Van que anda pela página 14 desta edição. Veículo de trabalho que é fabricado em parceria com a Renault, deve agitar mercado de comerciantes que precisam de agilidade em seus negócios de pequeno porte. A fábrica faz, o consumidor paga pra ver e o mercado diz se aceita ou não. É o mundo sobre rodas que não pára.

Cordial abraço! (Texto):
Fábio Amorim

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (01 FEV 2007)


Luana M.Amaral de Oliveira, taurina de 18 de maio é consultora de vendas da Delta Veículos, Em Maceió (AL).

“Leio a Gazeta Automóvel por que tenho curiosidade sobre o tema, e hoje, mais ainda, porque agora trabalho no segmento de vendas de veículos”.

CARRO INESQUECÍVEL: “Peugeot 206 Feline”
PRÓXIMO CARRO: “Peugeot 307 hatch”
VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “Para Bariloche, ao lado do meu marido”
CARRO DOS SONHOS: “Um Mercedes ML500!”
QUAL O SOM QUE CURTE AO DIRIGIR? “Pop Rock Internacional, principalmente o grupo The Cranberries”

SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “O caminho que fiz para a maternidade”
CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Um Daewoo Espero que minha mãe teve”.
O QUE DETESTA NO TRÂNSITO? “Engarrafamentos e buzinadas atrás do meu carro”
O QUE ADORA FAZER QUANDO DIRIGE: “Sair para passear de carro para mim funciona como um anti-stress” (FA) Foto: FBA

GPS (1 FEV 2007)

BUGGY FOLIA II
Gosta de carnaval e tens saudades do Corso? Então anote aí: no próximo dia 9 de fevereiro haverá o Buggy Folia II. A brincadeira, promovida pelo Clube do Buggy de Alagoas, terá início com concentração no antigo Restaurante Bem, na Praia de Cruz das Almas. A saída será às 20h com um percurso que passará pelas orlas da Jatiúca, Ponta-Verde e Pajuçara, chegando até o bairro de Jaraguá, para a abertura oficial do carnaval de Maceió. O Corso será puxado pelo Trio Elétrico da Pitú e os carros seguirão a seguinte ordem de alinhamento: buggy, Jeep e picapes. De acordo com o clube, haverá premiação para o veículo com melhor alegoria e também para o folião mais animado e melhor fantasiado. A organização comunica, também, a presença de um “bugueiro” ilustre, o Prefeito Cícero Almeida, que também vai participar da brincadeira. Maiores informações e vendas de camisa podem ser obtidas na Rua Odilon Vasconcelos, 100-A, na Jatiúca (vizinho ao Restaurante Siri Maluco) ou pelo fone (82) 9981 0925 com Arlindo Lopes.

ACHA FÁCIL

Localizar um veículo num estacionamento e saber quais vagas estão livres ficará mais fácil com um sistema desenvolvido pelos engenheiros Cintia Priscila Yoshimura, Guilherme Hiroshi Fujii, Paula Serikaku e Renato Vaz, recém-formados em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Eles criaram o Sistema de Gerenciamento de Estacionamento com o uso de Tecnologia ZigBee, que, por meio de uma tela na entrada do local, exibe as vagas livres e ocupadas e, por intermédio de um terminal de acesso localizado no interior do estabelecimento, mostra em qual delas um veículo está estacionado. O sistema ainda está em fase experimental, mas deverá ser aprovado muito em breve, afinal de contas, estacionar carros hoje em dia em grandes estabelecimentos, às vezes torna-se um caos em dias de diversão.

PÁRA-CHOQUE 005 - 01FEV2007

Faça tudo você mesmo com conforto


Nissan X-Trail 4X4: imponente, seguro e econômico

Ele pesa exatos 2000kg, tem tração 4X4, mede 4,46m, disponibiliza 180cv de potência e é repleto de itens de segurança e conforto. Parece um pacato automóvel de família, mas, surpreendentemente, esse SUV da Nissan comporta-se quase como um esportivo, pela boa relação peso-potência que tem. Cada cavalo de força somente tem a missão de carregar 11,11kg de massa. Associando isso à boa aerodinâmica, ao conforto do câmbio automático de 4 marchas com conversor hidráulico de torque, o X-Trail tem forte personalidade e doa prazer quando exigido. Na baixa rotação, desliza silencioso e, nas altas, também grita pouco, e até assusta pelo desempenho. Ao som dos Beatles, Titãs, Oasis, Caetano, Peninha e Pink Floyd (pois cabem seis CD´s em sua disqueteira), eis as impressões do test-drive na máquina.

Sala de estar
Todo forrado em couro cor de chumbo, o interior do X-Trail é amplamente bem acabado. O capricho dos japoneses é notado em cada centímetro quadrado desse veículo. Portas, bancos, teto, painel, manopla de câmbio e volante. Absolutamente tudo encaixado de maneira primorosa.

Poltrona do papai
Ergonomicamente bem resolvido, esse SUV Nissan tem ótima composição para se sentar e alcançar os comandos. Seu volante move-se em altura e o banco do motorista tem todas as regulagens controladas eletricamente, assim como portas, travas, vidros e retrovisores. Operações ´liga-desliga´ nesse carro são as mais fáceis entre os importados que já guiei. Em poucos minutos, com atenção, entende-se onde tudo está e como pode ser utilizado, a começar pelo facílimo comando de abrir e fechar o enorme teto solar que transforma a tímida capota, numa enorme boca entreaberta.

Gerador de energia
Muita vezes, SUV´s (sport utility vehicle) do porte desse Nissan X-Trail incomodam por terem propulsores lerdos. De longe, esse 4 cilindros de 180hp movido a gasolina foi o melhor que já experimentei. Suave, silencioso e pronto para o ataque. Possui 2500 cilindradas (ou 2.5 litros) e volume cúbico e um satisfatório torque de 25kgf/m, impulso que o leva bem em todas as faixas de rotação. Traduzindo: numa ultrapassagem emergencial, por exemplo, não há o que temer.

Cozinha
Lá atrás, o X-Trail tem espaço de sobra para uma família de 4 pessoas. Seu porta-malas disponibiliza 410 litros para a bagagem. Além disso, tem assoalho removível e lavável e oferece a ampla versatilidade de rebatimentos de bancos traseiros, o que amplia a capacidade de carga.

No chão
Em conclusão do teste, nota-se que o Nissan X-Trail acelera, freia e faz curvas muito bem. Dotado de sistema ABS e EBD nas quatro rodas, ele pára num espaço menor do que o que se imagina que aconteceria. A suspensão dianteira é feita nos antigos e confiáveis moldes McPherson e a traseira é independente multilink, o que confere estabilidade ao conjunto, mesmo sendo alto como ele é.
Ao ser colocado no barro, na areia ou em piso molhado, o Nissan X-Trail aciona automaticamente a tração 4X4 para oferecer mais segurança aos ocupantes. Tem, também, piloto automático com acionamento no volante, o que, infelizmente, não acontece com os comandos de som, que estão lá no meio, de forma tradicional, em botões.

Perdas e ganhos
Zero quilômetro custa cerca de R$120.000 aqui em Maceió. Em ritmo normal urbano, fez ótimos 7,6km/l e, pelo custo-benefício, é opção a ser minuciosamente observada. Pecado maior desse carro é a ausência de um identificador de obstáculos traseiros, pois, mesmo com boa visibilidade nos 360 graus, torna-se difícil de estacionar de ré. No frigir dos ovos, é ótimo conjunto e, para completar, anda traz bom sistema de som com toca-fitas, coisa em extinção hoje em dia. (Fábio Amorim) Fotos: FBA

Ford ranger cresce no segmento de picapes médias


De acordo com dados do Renavam, a picape Ford Ranger cresceu tanto em volume como em participação dentro do segmento de picapes médias no ano passado e começou 2007 com força nas vendas, mantendo a seqüência de bons resultados dos últimos meses. Em 2006 a linha cresceu 15,5%, com o total de 9.857 unidades, e obteve uma participação de 15,9% – 0,7% maior que a registrada no ano anterior.
O dado mais significativo, porém, é a mudança do patamar de vendas mostrada pela Ranger em 2006. Depois de iniciar o ano com um volume em torno de 500 a 600 unidades por mês, a picape avançou em agosto para a faixa de 1.000 veículos mensais. Desde então, vem mantendo esse volume e atingiu em dezembro 1.169 unidades, que lhe deram uma participação de 18,7%. Os dados preliminares de vendas mostram que ela deve fechar janeiro com uma fatia ainda maior, superior a 20%.

Segundo a assessoria da fábrica, esse bom desempenho se deve, principalmente, a uma estratégia bem-sucedida de posicionamento de preço adotada pela Ford, levando em consideração as necessidades dos clientes e as finalidades de aplicação de cada modelo. “A Ranger é a linha mais completa do segmento de picapes médias, com motores a diesel e gasolina, cabine simples e cabine dupla e tração 4x2 ou 4x4. É uma picape avançada e de tradição, que os consumidores conhecem e admiram. Por isso, depois que fizemos alguns ajustes de preços na linha no meio do ano passado a resposta foi imediata”, diz Wilson Vasconcellos Filho, gerente de produto de picapes da Ford. Wilson comenta que essa estratégia reforçou a competitividade da Ranger tanto nas versões a diesel, com o motor eletrônico PowerStroke 3.0 L, como a gasolina, com o motor 2.3 L, que agora conta também com garantia de fábrica para kit de GNV especificado. “Uma tendência verificada em 2006 foi o crescimento nas vendas das picapes a gasolina, que reflete não só a diferença de preço dos modelos com essa motorização como os problemas enfrentados pelo agronegócio, tradicional cliente das picapes a diesel. Com a retomada do crescimento nas atividades desse setor, prevista para este ano, a demanda das picapes a diesel deve ser maior”, completa Vasconcellos. (AF) Foto: divulgação