sexta-feira, junho 08, 2007

Picape pequeno não é invenção brasileira


É sucesso aqui, mas, apesar de picape, não é carro de trabalho. A grosso modo, e, usualmente, esportivo com dois lugares e grande porta-malas. Explicações múltiplas, de cópia do modismo norte-americano, aos impostos menos elevados.

São quatro os produtos e duas vertentes básicas. Líder, o Fiat Strada toma furcas em várias versões, incluindo a imbatível cabine estendida, e opções de eixo traseiro para trabalho ou passeios. O VW Saveiro, desnecessariamente comprido por utilizar a superada disposição mecânica do motor longitudinal, foi recentemente revitalizado em equipamentos visando, exatamente, o público de lazer. GM Montana, de linhas futurísticas, é aplicado, em maioria, a deslocamentos pessoais.
O Ford Courier, único com viés de trabalho, mas apto ao uso social, não é automóvel cortado. Foi projetado para a finalidade: tem maior distância entre-eixos para melhor acomodar a carga; caçamba mais comprida; maior capacidade cúbica; transporta mais carga; suspensão traseira com eixo ômega, igual ao Fiat Strada. O nome busca referenciar a curva elevada no eixo traseiro – molas em feixes semi-elípticos, identificação de trabalho. Suas vendas crescem acima do segmento, e do mercado nacional. Pesquisou entre os usuários e suas exigências foram mais economia e dirigibilidade. A empresa aproveitou o projeto de aplicação do motor 1.6 Flex para realçar o direcionamento. Mudou as calibragens especificamente à aplicação de trabalho do Courier. Aumentou o torque e sua faixa de ocorrência. Quase 100 Nm, passando a produzir 145 Nm com gasolina e 153 Nm com álcool (ambos a 4.250 rpm), ocorrendo em 88% em baixa rotação. Na potência, pequeno ganho, um cavalo vapor: 96 cv (a 5.250 rpm), gasolina e 107 cv (a 5.500 rpm) a álcool. Para melhor aproveitar o ganho e a faixa de torque, reduziu a transmissão. Ou seja, acertou-o ao seu uso. Resultado, maior disposição nas saídas com carga, ultrapassagens, manutenção de velocidade, limitada a 160 km/h. Diz, ficou mais econômico. Preço mantido: R$29.960,00, menor do segmento.

Rally junta esporte e diversão
Rally é competição marcada pela busca do aproximar o tempo do percurso em estradas ruins, com as marcas estabelecidas pelos organizadores. Tem legião de fãs e é alavanca de vendas em todo o mundo, especialmente Europa. Exige especialíssima habilidade para dirigir. Perto de campeão mundial de rallyes, o de Fórmula 1 é aluno de auto-escola... Lá, vencer promove a marca, faz vendas. Aqui, nunca decolou. A Fiat é campeã com o Palio há quase uma década e não se sabe de induzir as vendas deste bom automóvel. Há tempos, a Mitsubishi mudou a escrita, ampliou o negócio, chamando às disputas os usuários de sua marca. Criou série de categorias, e faz festa nas provas promovidas nas principais praças de seu interesse. Atraiu outras marcas. A Peugeot utilizou experiência européia e sul americana, e montou equipe de rallye. Carros, preparação e gestão do competente Paulo Beccardi. Cara. E problemática. Investimento sem retorno, apoio dos concessionários, chegou a pensar dissolvê-la. Agora, deu golpe de direção e tornou o negócio interessantíssimo. Absorveu a Peugeot Sport sob o organograma de relacionamento corporativo, e mudou a regra. Mantém a temporada com as equipes profissionais. Mas envolveu os concessionários e clientes no que chamou de Rally de Regularidade. Provas em trechos seguros, mistos de asfalto e terra, aptas a serem percorridos por clientes, motoristas comuns em seus carros comuns. Uma festa, tratada como tal. Semana passada fez a segunda edição, em Goiânia (GO), aproveitando o conceito lançado pela concessionária Saint Martin, promotora de duas provas assemelhadas. Com agitação, envolvimento do Governo goiano, da Prefeitura de Goiânia, seus fornecedores de serviços, reuniu 64 duplas de proprietários de Peugeot – incluindo compradores de carros especialmente para competir. No curso oferecido pela Peugeot Sport, descobriram as capacidades de seus veículos e a diversão da disputa, com médias horárias seguras. Disputa amadora, cumpriu finalidade social. Como inscrição arrecadou 3 toneladas de alimentos a ser doados por intermédio da goiana Fundação Jaime Câmara. A diversão que promove a marca, motiva concessionários e instiga proprietários chama-se Copa Peugeot 2007 prosseguirá aos 6, 7 e 8 de julho, em Belo Horizonte (MG).

Lançamentos da semana
Junho será o mês de novidades em automóveis. Os Mercedes Classe C; VW ano/modelo 2008; Renault Logan; Ford Fiesta Trail; GM Celta e Montana 1.4; e Citroën C4 Pallas.
O Logan é o lançamento mais importante do ano. Pode estar iniciando um novo processo industrial e comercial no País, o do carro médio com preço de pequeno. A versão brasileira é sedã maior que Toyota Corolla, com preço menor que Clio Sedan.
Não é um carro pelado em aparência, decoração ou confortos. A economia industrial obtida não está na supressão de materiais ou na ausência de equipamentos. Mas no projeto e nos processos de construção: vidros iguais, planos, pouca eletrônica. Na Europa é uma surpresa, com demanda muito superior à projetada inicialmente. Aqui, será mostrado para ser o único carro da família, garantia de três anos, menores custos de reparação, ideal para o dono do popular. Surgirá em versões 1.0 - questionável pelo volume e peso e 1.6 16V.
O Fiesta Trail é edição revista e melhorada de tentativa cometida pela Ford há dois anos para permitir a ilação de uso fora-de-estrada – a nunca ocorrer, por veículo ou proprietário. Mudou a estrutura industrial do negócio. Antes o Kit Trail era aplicado pelo distribuidor Ford. Agora, terá montados de fábrica pára-choques projetados, adesivos, apliques, estribos. Será preto ou prata, com motores Zetec 1.0 ou 1.6, e custará uns R$ 5 mil sobre a versão sem estas pretensões. Quanto ao Citroën C4 Pallas, sedã 4 portas, ponto de vista da Citroën sobre o Peugeot 307 Sedan – é o mesmo carro – tem possibilidades de exibir floreios comerciais e de marketing. O Peugeot 307 Sedan tem baixas vendas continentais, e o Citroën C4 Pallas – o nome existe apenas no Brasil – tem o desafio de mostrar-se diferente, sem ser.
A GM implementou o motor 4 cilindros e 1.400 cm3 de cilindrada para aplicá-lo ao Celta e ao picape Montana. Aumentou a potência como apelo de vendas.

Senhores, organizem-se

A indústria automobilística nacional não está preparada para os tempos de bonança. O incremento de marcas, modelos e versões não se adapta ao gabarito temporal e inflexível do calendário. Assim, os eventos de lançamento se complicam e se atrapalham. Superpostos, disputam o espaço gratuito, estanque, em centímetros ou segundos, cedido pelos meios de comunicação para a cobertura das novidades. Moral da história, mal diluídos no período, agrupam-se, confundem-se, e perdem a oportunidade de divulgação mais ampla. (RAPI/Roberto Nasser) Foto: divulgação

ENTREVISTA - Cledorvino Belini | Fiat Automóveis do Brasil / Por: Fábio Amorim


QUEM É

Nome: Cledorvino Belini

Idade: 58 anos

Cargo: Presidente da Fiat Automóveis do Brasil e América Latina

Formação: Administração de empresas pelo Mackenzie, com MBA pelo Insead (França)

Hobby: Criar cavalos e restaurar carros antigos.

“É importante causar boas surpresas para o consumidor”

Apaixonado por carros e integrado ao setor automobilístico há décadas, Cledorvino Belini, atual presidente da Fiat Automóveis do Brasil e América Latina, é um dos executivos mais acessíveis da área. Sempre presente na maioria dos eventos da marca, Belini tem ótima relação com a imprensa. Na semana passada, acompanhado por uma comitiva de executivos da montadora italiana, ele fez uma visita às duas maiores revendas da Fiat em Alagoas, a Blumare e a Mavel, ambas tradicionais na terra.Focado sempre em escutar os anseios do consumidor, Belini e sua comitiva andaram pelo nordeste com o intuito de estreitar as relações com os seus representantes e também para analisar o mercado regional, sempre significativo no montante de vendas anuais da Fiat. Nesta entrevista, ele fala, também, da expansão da fábrica da Fiat na Argentina e nos benefícios dos carros bicombustíveis.

Gazeta Automóvel - Qual o objetivo desta visita que o senhor e sua comitiva fizeram às revendas Fiat de Alagoas?

Cledorvino Belini - O nordeste sempre tem uma participação muito importante no nosso volume de vendas e, especialmente aqui em Maceió, nós estamos muito felizes com a performance dos dois maiores concessionários locais, a Blumare e a Mavel. Então nós viemos justamente para prestigiar esse bom momento da indústria automobilística, que está crescendo. Parece que, finalmente nesse ano o mercado brasileiro vai conseguir atingir os 2.200.000 veículos, coisa que nós somente vimos em 1997, então, me parece que a indústria está decolando. Nós estamos vendo um horizonte muito bom. Acreditamos que a indústria automotiva do Brasil deve atingir a produção de 4.000.000 de unidades até o ano de 2010, contando aí com as exportações.


GA - Mas essa é uma visita apenas de rotina ou o senhor também aproveitou essa passagem para fazer uma análise do mercado local?

CB - Sem dúvida, nessas ocasiões também faço uma análise de mercado e procuro entender junto aos concessionários os seus pontos fortes, compreender o mercado local e, principalmente, saber dos anseios do público consumidor. A Fiat tem uma tradição de se antecipar àquilo que o mercado deseja e é justamente nesse contato com os consumidores, com os revendedores e com o meio local de cada região que a gente consegue detectar isso.


GA - A sua presença aqui em Alagoas significa a expansão dos negócios da marca na região nordeste?

CB - Não uma expansão específica do nordeste, pois nós estamos expandindo a Fiat num âmbito geral. Neste mês estamos contratando mais 1.700 funcionários para trabalhar na nossa fábrica, então, como disse, esse contato com os mercados regionais é muito importante, para avaliar e incentivar o aumento da produção. Temos os produtos, temos qualidade e temos capacidade de produção, de maneira que essa aliança com os nossos parceiros concessionários é muito importante para que eles possam crescer junto conosco.


GA - Notadamente, nos últimos meses, o Fiat Palio vem se aproximando muito do VW Gol em vendas. A Fiat tem um plano específico focado na performance desse produto ou as ações de crescimento da marca são sempre observadas por uma ótica global?

CB - Nós estamos vendendo bem, somos líderes absolutos com 25,5% de participação de mercado, ou seja, à cada 4 carros vendidos no Brasil, um ou mais de um é da marca Fiat, então não olhamos especificamente um modelo ou outro e sim levamos em consideração o volume global de nossas vendas. Isso é que é importante: ter o consumidor satisfeito e saber interpretar os seus gostos e anseios.


GA - A fábrica da Fiat em Córdoba, na Argentina, irá fabricar o Siena a partir de janeiro de 2008, e também a picape média em parceria com a Tata. Além desses dois produtos, há chance de algum outro carro da marca, hoje fabricado em Betim (MG), passe a ser feito lá e depois seja importado pelo Brasil?

CB - Veja bem. A Fiat é uma empresa que está investindo muito no Brasil, cerca de 1 bilhão de Reais por ano no desenvolvimento de produtos, processos, etc..., sempre gerando surpresas felizes para os nossos consumidores. Nesse momento, o nosso plano de expansão, uma vez que nós já completamos o terceiro turno aqui no Brasil é agora expandir a fábrica da Argentina. A partir de janeiro do próximo ano começaremos a produção do Siena e também estamos trabalhando num projeto de uma picape grande, junto com a Tata, que seria mais para 2009, podemos dizer assim. E esse plano de expansão é somente o que temos para o momento.

GA - Como o senhor analisa a performance dos carros bicombustíveis ou “flex”? Pergunto no sentido de que um carro “flex” não tem um desempenho tão bom quanto o de um carro movido somente à álcool e nem tem um consumo tão interessante quanto o de um carro movido somente a gasolina. Em meio à esta preocupação do aquecimento global e dos problemas ecológicos em geral, não seria uma declaração de amor maior ao Brasil e ao mundo lançar, como antigamente, um produto movido somente a álcool?Veja, eu acho o seguinte. O carro “flex” veio justamente para dar ao consumidor o poder de escolher qual o combustível que ele quer usar. Se o preço do álcool sobe, ele então tem o poder de escolher a gasolina e vice-versa, então, esse poder que foi dado ao consumidor é muito forte. A meu ver, a performance do carro ´flex´ é excelente, pois não deve nada aos antigos carros a álcool ou a gasolina, por que todos os sensores trabalham para equilibrar esse desempenho. Então, nós entendemos que os carros ´flex´ são uma boa idéia, porque todos os dias nós recebemos missões de várias partes do mundo que querem entender o sucesso do programa ´flex´ no Brasil. Mais ainda, toda vez que o consumidor utiliza álcool, ele contribui para minimizar o efeito estufa, por uma razão muito simples: as emissões que surgem de um veículo a álcool são compensadas a quase zero pelo seqüestro que a cana-de-açúcar faz do carbono jogado no ar, fechando o ciclo quase a zero e reduzindo o efeito estufa. (RAPI/FBA) Foto: José Ronaldo

ACELERANDO (7 JUN 2007)

CAIPIRINHA, ÁLCOOL E GASOLINA


Tendência mundial e seqüência de nossas duas últimas edições, o “fenômeno” ´Flex´ está mais em alta do que nunca, chegando ao ponto de já influenciar a revenda dos carros seminovos do mercado nacional. Se não for ´Flex´, ou seja, carro bicombustível, movido a álcool e/ou gasolina..., pode ser que comece a ficar encalhado nos estoques por aí. Uma questão é certa, discutida e comentada por papas do setor, como por exemplo, o renomado jornalista Bob Sharp, colunista da Revista Quatro Rodas e um dos mais respeitados nomes do setor: o Flex parece, mas não é completamente funcional, pois, apesar do acerto tecnológico, não desenvolve uma performance tão boa quanto às obtidas pelos carros movidos somente a álcool e consome mais do que um carro movido somente a gasolina. Há uma pequena e bem humorada estória dita aos quatro ventos: carro Flex é igual ao pato: ´fala´, nada e voa, mas não faz nada bem feito... O assunto é polêmico, porque o âmago da conversa traz como eixo o fato de o carro bicombustível oferecer o tal poder de escolha pelo combustível, colocado nas mãos do consumidor. O problema é que as variações de preços do álcool e da gasolina são mínimas e a escassez do álcool não existe há anos, então, pense comigo: não seria declaração maior de amor ao Brasil e ao planeta em geral, lançar no mercado, novamente e como antigamente, carros movidos somente a álcool? Falando no tema, este é um dos assuntos que trazemos num bom e rápido bate-papo com Cledorvino Belini, presidente da Fiat do Brasil e América Latina, que, em visita relâmpago a Maceió nos concedeu uma entrevista. Na capa, o mais recente Flex nacional: a picape Ford Courier que cresce em vendas e chega renovada com o motor 1.6 RoCam bicombustível, é claro, pois o Brasil é Flex: alimenta-se de caipirinha, gasolina e muito álcool.


Boa leitura!

(RAPI/Fábio Amorim)

GPS (7 JUN 2007)

Blog motorizado
Tendência mundial e irreversível, a internet cresce mais do que capim em dia de chuva. Especializado em automóveis, o jornalista Devaldo Gilini Jr. decidiu colocar na rede, a extensão de seu trabalho publicado semanalmente na Folha de Londrina. Quer conhecer os pontos de vista de um dos melhores profissionais do país? Então acesse www.devaldojr.spaces.live.com

Brazuca vence nos EUA

Mesmo competindo contra talentosos marmanjos, a piloto brasileira de motocross profissional, Mariana Balbi (Team Zoolo MX), venceu uma difícil competição nos Estados Unidos, ocorrida em Glen Helen. Mariana ganhou as duas baterias do “Yamaha Dealer Series”, na categoria Women´s Pro. Os nossos parabéns à atleta.

CTM2000 muda calendário
Em virtude dos atrasos na obra de construção do autódromo Internacional da Paraíba, em João Pessoa, a segunda e terceira etapas da categoria CTM2000 sofreram modificações de data e local. Por causa disso, a corrida prevista para o dia 10 de junho, em Caruaru, será realizada no dia 17 de junho em Fortaleza, no Autódromo Virgílio Távora, e a terceira, a princípio prevista para o dia 15 de julho em João Pessoa, será realizada no dia 8 de julho no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru (PE).

Não esqueça!
Domingo tem corrida de Fórmula 1. Será o GP do Canadá, que acontecerá na cidade de Montreal. A prova terá 70 voltas (cada uma delas com um perímetro de 4 km), numa média final de 305 quilômetros percorridos. O vencedor do ano passado foi Fernando Alonso. A Rede Globo transmitirá o treino no sábado (14h) e a corrida ao vivo, também a partir das 14h.

Ethanol Summit 2007
Organizado pela “Única” (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), entidade representativa das principais unidades produtoras de açúcar e etanol da região Centro-Sul do Brasil, o Ethanol Summit aconteceu em São Paulo nos dias 4 e 5 de junho. A tecnologia empregada nos motores Flex foi um dos principais temas abordados no evento, que reuniu executivos do Brasil e do mundo para debater o presente e o futuro do etanol no planeta.

Gostas de Arrancadas?
Então acesse o novo (e oficial) site do campeão Alejandro Sanchez. O piloto mais rápido do Brasil, que vive acelerando o seu Dragster pra valer, lançou um bacana e moderno portal que enfoca, é lógico, a sua carreira e vários temas sobre o esporte. Clique www.alejandrosanchez.com.br e confira!

Maior importador
No último dia 31 de maio, Santiago do Chile ganhou a maior importadora oficial de caminhões e ônibus da marca Volkswagen fora do Brasil. Roberto Cortes, presidente da VW Caminhões e Ônibus, foi até lá prestigiar o Grupo Maco, que investiu R$ 16 milhões em seu novo empreendimento que será dedicado, exclusivamente, às linhas de caminhões Worker e Constellation, além dos chassis de ônibus Volksbus.

Baixos custos

O Renault Logan (que será vendido a partir de julho no País) foi apontado pelo CESVI Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) como o carro de menor custo de reparação dentro do segmento “sedãs compactos”, com um Car Group (CESVI Automotive Rating) de número 13 – dentro de uma escala que vai de 10 a 60. A título de referência, quanto menor o índice melhor o resultado. (RAPI / FBA)

TEST-DRIVE - Ford Courier 1.6 RoCam Flex 2008


Fôlego extra para um utilitário bom de briga
Courier atinge a maturidade de sua carreira com o ganho do motor RoCam 1.6 bicombustível

Desde o seu lançamento no final dos anos 90, ela já vendeu mais de 100.000 unidades e, apesar de estar quase completando dez aninhos de vida, a Ford Courier anda com fôlego de bebê.
Num “up grade” bastante oportuno, em um momento que este modelo cresceu 23% em vendas - contra uma média de 10% da concorrência no último ano -, a Ford, com a adição do consagrado motor RoCam 1.6 Flex, injeta ânimo num de seus melhores produtos. Compacta, resistente e concebida desde o início para ser um utilitário (apesar de já ter nascido com a frente do Fiesta), a Courier está atravessando o mais produtivo ciclo da sua vida, já que tem suas vendas em alta, oferece a maior capacidade de carga da categoria (750kg) e também disponibiliza a mais longa autonomia entre suas concorrentes diretas, a Strada (Fiat), Saveiro (VW) e Montana (Chevrolet). Em um rápido test-drive urbano (habitat principal deste pequeno utilitário), avaliamos, em São Paulo, a nova picape que agora vem equipada com o motor 1.6 da família RoCam.

Mudanças
Esteticamente o carro é o mesmo: carroceria, painel, rodas, suspensão, enfim, o contexto essencial do veículo não mudou. A grande novidade reside na motorização. Aproveitando o ´drop´ positivo da onda bicombustível nacional, a Ford não perdeu tempo para ampliar o seu portfólio ´flexível´.
Num aperfeiçoamento mecânico, importou dos parentes Focus e Ecosport o conhecido e bem aceito propulsor RoCam 1.6. Com pequenos, mas, significativos trabalhos na parte de força, agora a Courier está mais vigorosa, pois este motor privilegia mais o torque do que o desempenho. Abastecida somente com gasolina ela transmite às rodas 96 hp e, andando somente com álcool anidro, chega à ótimos 107 cavalos de potência. O segredo? Aumento da taxa de compressão (12,3:1), uso de pistões exclusivos e ganho de torque (14,5 e 15,3 kgf/m - gasolina/álcool) já em baixa rotação. De acordo com a engenharia da marca, ela atinge 88% do seu torque máximo à 1.500 rpm, coisa boa para quem quer carregar peso em deslocamentos de níveis e pisos variáveis e não está tão focado em um desempenho com alta velocidade final.

Público consumidor
Pesquisa da Ford revela que os três tipos mais comuns de consumidores da Courier são os profissionais liberais, donos de pequenos negócios e frotistas. A escolha deste Ford, segundo a própria montadora, está bem focada em três pontos básicos: baixa manutenção, robustez e, principalmente a relação custo-benefício, já que o preço de compra (do modelo de entrada, portanto, o mais simples) continua nos mesmos R$29.960,00, valor que já era praticado pela Ford para este modelo desde o ano passado.

Habitat
O maior campo de batalhas da Courier é feito de concreto e asfalto. Com um uso muito mais urbano do que rural, ela tem como grande trunfo a ampla autonomia de combustível. A Ford publicou na palestra técnica de apresentação do produto um estupendo número: afirma que, em testes na fábrica, seguindo as normas-padrão NBR7024 (condição de teste onde se consegue captar os níveis de emissão e também de consumo de combustível por intermédio de um ciclo-padrão de funcionamento com temperatura controlada) ela consegue percorrer até 968 quilômetros consumindo os 68 litros de combustível que o tanque tem de capacidade, neste caso, abastecida somente com gasolina. Não avaliamos este quesito pela brevidade da permanência com o carro, mas, em se tratando de um universo ´Flex´, ou seja, de beberrões convictos (incluídos aqui todos os modelos de todas as montadoras nacionais em qualquer categoria de motorização, tamanho ou nível de luxo), isso é um dado que, no mínimo, desperta curiosidade a quem quer ter um carro versátil e funcional, com um consumo baixíssimo. É testar para crer.

Considerações conclusivas
A Courier não é carro de luxo. Se estás procurando mais conforto, esqueça: é simplista, roda com firmeza (porque tem a suspensão mais ousada da categoria), e doa mais capacidade de trabalho do que o ´amor´ de um carro confortável, como o ótimo irmãozinho Focus, por exemplo. Queres mais alguns dados técnicos? Então anota aí! A pequena notável sai com a maior caçamba da categoria (1.816 mm, o que comporta duas pequenas motocicletas em cima), sistema de imobilização PATS (anti-furto), transmissão manual de 5 marchas, suspensão dianteira McPherson e traseira com eixo rígido, rodas 5,5 X14 com pneus 175/65, 1.598 cc, e carroceria monobloco.Boa de combate e funcional até dizer “basta”, ela também vem na versão Van, própria para hospitais, lavanderias, floriculturas, etc.... A Courier está mais jovem, capaz e moderna, pois entrou na era Flex de cabeça erguida. (RAPI / Fábio Amorim) Fotos: divulgação

VISITA DA FIAT AO NORDESTE


Em recente visita a Maceió na revenda Blumare, o Presidente da Fiat Automóveis do Brasil, Cledorvino Belini (de blazer preto), acompanhado de alguns executivos da marca e dos diretores da revenda. (RAPI/FBA) Foto: José Ronaldo

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (7 JUN 2007)


Abílio Carvalho Silveira, vendedor da concessionária Ford Cycosa, há 21 anos.

“Leio a Gazeta Automóvel para ficar por dentro de tudo o que existe de bom no mundo automobilístico”


CARRO INESQUECÍVEL: “Ford Escort XR3”

CARRO DOS SONHOS: “Land Rover Discovery 3”

VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “Pelas Serras Gaúchas”

SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “Levar minha filha, Roberta, para uma longa viagem de carro”

CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Um Aero Willys vermelho, ano 1967”

O QUE DETESTA NO TRÂNSITO? “Congestionamento”

MÚSICA BOA PARA OUVIR DIRIGINDO: “Romântica”

UM LUGAR ESPECIAL: “Interior de Minas Gerais”

UM ÍDOLO: “Meu pai”

COMIDA PREDILETA: “Camarão!”

MEU PRÓXIMO CARRO SERÁ... “Outro Ecosport 4WD”

Lincoln MKR mostra tendência para redução da emissão de CO2


Turbo dá ao motor V6 potência semelhante à de um V8 e maior economia de gasolina

A divisão Lincoln, da Ford, apresentou uma das soluções para harmonizar alto desempenho com economia de combustível e redução da emissão de gás carbônico. Essa tendência da indústria automobilística é resultado da utilização conjugada da injeção direta com sistema de turboalimentação, mostrada no carro-conceito Lincoln MKR no último Salão do Automóvel de Detroit e denominada TwinForce pela engenharia da empresa.

Funcionamento
O motor V6, a gasolina, de 3,5 litros com bloco de alumínio baseado no Duratec, instalado no Lincoln MKR, atinge a potência de 415 cv e torque de 55,3 kgfm, constantes, entre 2.000 e 5.000 rpm, semelhantes aos dos motores V8 com 6,0 litros. Além da vantagem em desempenho, o novo motor V6 apresenta 15% na redução de consumo de combustível, menor emissão de gases e melhor dirigibilidade, em virtude da precisão do sistema de injeção direta que controla o momento e a quantidade ideal de gasolina necessária para cada ciclo.

Para Christian Streck, gerente de engenharia da Honeywell Turbo Technologies, fabricante de turbos Garrett, embora seja ainda um carro-conceito o Lincoln MKR reflete a tendência da indústria automobilística no esforço que desenvolve para a redução da emissão de CO2 (dióxido de carbono). Além da menor capacidade cúbica (processo com a denominação de engine downsizing), a empresa recorreu a uma tecnologia conhecida, mas pouco aplicada em motores a gasolina, que é a turboalimentação com o auxílio da injeção a alta pressão diretamente nos cilindros. (SA) Fotos: divulgação

quarta-feira, junho 06, 2007

Falando nele...,olha ele aí!


Em viagem aos EUA, meu amigo blogueiro Ricardo Senf, o Barão, fazendo pose ao lado de uma Chopper muito doida! Abraço, meu caro! E mande notícias aqui na rede mesmo, ok? (RAPI/FBA) Foto: acervo pessoal do Barão

sábado, junho 02, 2007

Motor de navio - Impressionante!


Enviada pelo amigo e blogueiro Ricardo Senf, o "Barão", estas duas fotos foram tiradas de um gigantesco motor de navio em construção. Dá pra acreditar? Segundo o jornalista automotivo Roberto Nasser, alguns navios, após começarem a funcionar com o auxílio de ar-comprimido (que serve como ´motor de partida´) jamais desligam as suas máquinas durante toda a sua vida, exceto, quando param para executar manutenção, é claro. (RAPI / FBA) Fotos: divulgação

quinta-feira, maio 31, 2007

Roda-a-roda do NASSER (31 MAI 2007)


Receita - Para voltar a crescer e lucrar, a PSA Peugeot Citroën divulgou objetivos e ações num certo CAP 2010. Objetiva elevar qualidade de veículos e serviços aos melhores concorrentes; promover sinergia entre as marcas; reduzir os custos de garantias; utilizar processos comuns. E sinergia com fornecedores, especialmente globalizados; dispensa de 4.800 funcionários franceses. O CAP 2010 é muito parecido com o processo de salvação da Renault, da Nissan e o atual Contrato 2009 da Renault.
Experiência – Lorenzo Ramaciotti, italiano, 59, com 32 na Pininfarina, na porta da aposentadoria, foi cooptado pela Fiat para ser o novo chefe de design do grupo Fiat na Europa. Função, o futuro: coordenar jovens designers de Fiat, Alfa, Lancia (leia-se formar sucessores); criar nova identidade visual para próxima década, e cuidar do estilo da Maserati. É do ramo, autor de Maserati Quattroporte, Ferraris 550 Maranello, 360 Modena, Enzo, 612 Scaglietti e F430.
2008 começou – Todas as marcas saltaram o calendário e caíram no ano 2008. Toyota o fez semana passada e nesta, Peugeot e VW. Pode ser um indutor momentâneo de vendas, mas é um problema para o comprador destes veículos. Na hora de passá-los à frente, serão modelo 2008, porém ano 2007.
Peugeot – Variações dentro de casa e vendas pela Internet marcam os Peugeot 2008. Estrela da marca, a camioneta SW 307, chamada Allure, teto panorâmico em cristal, bancos com mais de 20 combinações, motor 2.0 e transmissão manual, vendida pela Internet por R$69.990. Bem equipado em eletrônica, confortos, decoração e segurança. Preço cheio, sem possibilidade de pedir descontos. Câmbio manual e venda pela internet reduziram o preço. Na onda, fez um Allure para o 206 hatch, 1.6, de 3 e 5 portas, a respectivos R$ 41.650 e R$ 43.100.
Retoques – Os Volkswagen linha 2008 frustraram a rede de revendedores. São inexpressivas neste ano de intensa concorrência. Mudanças cosméticas: no Gol novo pomo (bolota) na alavanca de câmbio, no volante, faróis escurecidos, friso nos piscas. Exemplo de pequenez, o tamanho reduzido da antena é apresentado como novidade. No Crossfox diz ter aperfeiçoado o suporte do estepe. Espera-se, não mais exija três mãos para acioná-lo. No Fox, novas cores no tecido dos bancos, sem informação se conseguiu resolver o problema na marcha-a-ré da versão 1.0, incapaz de sair em ladeiras. Saveiro, em fim de linha, mudança no arco de proteção anti-capotagem, para dar-lhe feição de carro de passeio.
Cenário - A maior mudança, entretanto, com a contratação de Flávio Padovan, número 1 da boa e rentável operação Ford Caminhões. Será o novo vice-presidente de Vendas e Marketing, substituindo Francisco Bada Sanz, inesperadamente aposentado. Deve encerrar as disputas de liderança interna entre as áreas de marketing e comunicação. A rede autorizada deveria fazer merecida festa.
Flex - Courier, o bom picape pequeno da Ford, terá motor 1.6 Flex nesta semana.
Sugismundo – O anúncio de TV da Peugeot para dizer de seu modelo 206, motor 1.4 a subir ladeiras com valentia, é uma escorregada no bom senso. Mostra um carrinho com motor 1.0 penando para subir um tope e, para ajudar, os ocupantes se livrando de peso, jogando tudo na rua. Mau exemplo e crime municipal.
Imprensa – Chega às bancas nova revista, Super Chevy. Da Cardiff Publishers, editora de Auto & Técnica, cobre assuntos das marcas da corporação GM, embora sem ligação econômica ou condução editorial da montadora.
Fome de leão – Do ácido e bem informado sítio www.claudiohumberto.com.br, “a partir de hoje, você pode se dizer dono do próprio rendimento. É que o contribuinte brasileiro trabalha os primeiros 146 dias do ano apenas para arcar com pesadíssima carga tributária, similar à de países nórdicos”.
Alumínio – Produtoras de peças de alumínio esforçam-se junto às montadoras para substituir as de chapa de aço. Argumentam com redução de peso, menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes, reciclagem, resistência a impactos duas vezes maior. Um dos efeitos-demonstração é da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, fornecedora da Marcopolo, maior fabricante mundial de carrocerias de ônibus.
Carinho – Produtos novos, para facilitar o cuidado com automóveis e obter melhores resultados. A 3M exibe o Papel de Polimento, de uso mais fácil, limpo e econômico que as decanas estopas. Outra, a Pasta Abrasiva, remove névoas de tinta, resíduos de pintura e sujeiras, comuns em oficinas descuidadas. Para o interior, o Refresh revitaliza bancos em couro e superfícies em vinil. Protege contra rachaduras e não engordura.
Ecologia - O aumento das áreas de plantio de cana para a produção de álcool e açúcar assusta os ambientalistas. São mares de monocultura, que destroem a cadeia animal e adotam procedimentos degradantes como adubos químicos, e fogo.
Antigos - Com o 18º Encontro de Veículos Antigos, colecionadores de Ribeirão Preto (SP), querem voltar a representar o movimento regional. No feriado de Corpus Christi no (e com) o apoio do Ribeirão Shopping. Informações, clubefaixabranca@gmail.com


Gente – Colecionador de automóveis, Malcolm Forest, traduziu, ao vivo, do México, a transmissão do Concurso de Miss Mundo 2007. Polivalente, letrado, Forest criou a expressão Antigomobilismo, que o Museu do Automóvel, em Brasília, conseguiu incluir como verbete no dicionário Houaiss. OOOO Oswaldo Jardim, 26 anos de Ford, novo diretor da Operação Caminhões da marca. Era o gerente de serviços ao cliente. OOOO Gilberto dos Santos, 40, jornalista, novo gerente de relacionamento da Volkswagen com a imprensa. Deixou 12 anos de correto trabalho para a DaimlerChrysler. (R.Nasser)

Os Mercedes Classe C, sóbrios ou faceiros


Prepare-se para acompanhar uma guinada forte na atuação da marca Mercedes no Brasil. A partir de sábado seus concessionários iniciarão forte ação de convencimento de proprietários e cooptação de novos clientes. Há apelo e consistência, tanto na frase de impacto - você nunca dirigiu um Mercedes assim; como argumentação articulada, proveniente de intenso treinamento e motivação; disponibilidade imediata para test-drive; financiamento atrativo: 40% de entrada e o restante financiado entre 24 e 60 meses, a juros de 0,85% mensais.

Baby S
O produto se adeqüa à proposta. Antes era uma espécie de patinho feio, primeiro degrau na escala de preços. Agora, antecedido pelas Classes A e B, o C aparece com nova visão: conquistar novos clientes, ampliar seus registros de participação no mercado: 48% nas vendas mundiais da marca, expressivos 74% nas vendas brasileiras, líder neste segmento de preço.
A postura da Mercedes trouxe ao Classe C um rodar nunca antes exibido. Além dos sistemas de segurança, ABS; seu gerenciador EBD; programa de estabilidade; houve incremento para as sensações de dirigir, com um sistema de adaptação do carro às condições de uso. Reconhecendo se é andar em estrada lisa e reta, o rodar é suave. Se percebe curvas, pavimento irregular, rugoso, há aumento de pressão para assegurar aderência. O incremento passou pela melhora dos motores L4, 1.800 cm3, com compressor mecânico, fazendo 163 cv, e V6, 2.800 cm3, aspiração normal e 184 cv, mais potentes e econômicos que os anteriores. Transmissões hidráulicas, aptas à condução como se fossem mecânicas. Cinco velocidades para as versões comprimidas, sete para a aspirada.

Sóbrios, faceiros
Nesta arrancada para ampliar a clientela, investiu em identificação. Serão sóbrios ou faceiros. Por decoração, as três opções iniciais do mercado serão 200 Kompressor Classic e Avantgarde. A 280 é apenas Avantgarde. Visualmente a nova carroceria é maior, mais larga, mais alta, com 4,5 cm a mais entreeixos e de linhas muito agradáveis, especialmente a harmonia do capô com pára-lamas, e a junção das colunas traseiras com a parte de trás. O que as diferencia, basicamente é o conjunto grade, pára-choques e luzes auxiliares frontais. No Classic, de entrada e menor preço, grade frontal lembrando as versões esportivas, nas quais a estrela-símbolo vai no centro de um conjunto pintado na cor da carroceria. Nas Avantgarde, a grade utiliza o conceito visual da Classe S, de maior refinamento e preço. Cromada, com frisos horizontais, e a estrela aplicada sobre o capô. A Avantgarde está sendo apelidada na Europa e EUA de Baby S, em referência à similaridade visual.

Quanto custa
Mercedes Classe C
200 Kompressor Classic R$ 162.000
200 Kompressor Avantgarde R$ 180.000
280 Avantgarde R$ 217.000

Governo se omite, sociedade faz
Números contundentes a orçamentos e bolsos, foram exibidos por engenheiros automotivos no 8º Colloquium Internacional de Freios SAE Brasil: acidentes de trânsito custam entre R$ 22 e R$ 25 Bilhões/ano. Decupando, 24% de colisões frontais e 20% de acidentes com pedestres. Mostraram a saída: obrigatoriedade do sistema ABS ser equipamento de fábrica. O ABS, seletor eletrônico-hidráulico impede o travamento das rodas e reduz a distância de frenagem. No Brasil apenas 10% dos veículos portam tal sistema. Nos EUA, 78 %, e na Europa, 100 % !
Explica o presidente da comissão organizadora, Zomar Oliveira, nos EUA e na Europa, o ABS é obrigatório em todos os veículos comerciais. “O objetivo é a segurança dos usuários e a redução dos enormes custos envolvidos nos acidentes”.
Para o Engº. Geraldo Gardinalli, da Bosch – produzirá o ABS no Brasil no segundo semestre. O custo (uns 900 euros) e o fato de ser equipamento opcional na maioria dos veículos nacionais são os principais entraves à sua maior adoção. Diz, “Somente agora algumas montadoras fabricam modelos com ABS de série” – todos Renault Mégane, Citröen C4, Toyota Fielder e Honda Civic.

As dificuldades para a exigência do ABS pelo comprador não se resumem ao preço, mas esbarram na falta de avaliação quanto à capacidade de excluí-lo de acidentes, ou diminuir seus danos, assim como nem sempre ser disponível nos carros em estoque nos revendedores ou, às vezes, sua inclusão integra pacote que nada tem a ver com a segurança, eleva o preço e assusta o comprador. Ministros das áreas diretamente envolvidas, Saúde, do Trabalho, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, das Cidades – onde está o Denatran – perderam a oportunidade de se manifestar, determinando estudos ou providências. Para instigar o conceito, os engenheiros criaram um Fórum formado por técnicos, fabricante e entidades do setor para divulgar a importância econômica do emprego do ABS. A taxa brasileira é pífia: igual à da Índia, 6,5 vezes menor que o México. (Texto: Roberto Nasser) Foto: divulgação

ACELERANDO (31 MAI 2007)

O PLANETA ´FLEX´ E A CORRIDA PELA SIMPATIA ECOLÓGICA MUNDIAL

O título acima mais parece com tema musical de Zé Ramalho após noite inspirada com violão em punho, mas, não é. Trata-se da nova realidade automotiva mundial.
O assunto dos assuntos gira em torno dos combustíveis alternativos. Sim, a indústria do petróleo é feroz e os veículos em geral, ainda são barulhentos, poluidores e com muitas peças que não aceitam reciclagem. E isso está mudando, aliás, precisa mudar, caso contrário o planeta vai sofrer mais ainda. Coisa que muita gente duvida, mas é verdade: uma moto de pequena cilindrada, sem catalisador, polui mais que um carro normal de 4 cilindros e 2.000 cc. Até 2010 a China e o Japão, além dos EUA devem adicionar, pelo menos, 3% de álcool anidro nos tanques de seus veículos. Agora é tendência mundial e não mais hipótese. Fácil perceber que o álcool terá seu consumo aumentado em larga escala pelo mundo. Na nossa capa, a mais recente novidade do mercado: o Corolla Flex, o último da fila a chegar no mercado dos sedãs bicombustíveis. Projeto acertadíssimo, passou 3 anos no forno e chegou para brigar e manter a sua cadeira cativa entre os mais vendidos. Rodará com álcool e/ou gasolina. A Toyota, atual líder mundial em vendas está com programa focado em combustíveis ecológicos e menos poluentes. Fez o Corolla com exímio equilíbrio. Manteve a mesma potência do carro anterior e diz ter conseguido mais economia. Não dá pra ficar de braços cruzados: o carro Flex é a realidade do momento, mas, além disso, conseguir um veículo bicombustível acertado em termos de anti-poluição é que é a grande sacada pós-Flex. Ganhará adeptos da causa e clientes a rodo, quem atingir isso com maior excelência. No geral, pinceladas de carros pelo Brasil e pelo mundo. Eventos, lançamentos, etc..., tudo para você curtir em paz, com música ou sem a presença dela.


Boa leitura e até a próxima! (Texto: Fábio Amorim)

GPS (31 MAI 2007)

Visita ilustre - Em observação produtiva às concessionárias Fiat em Alagoas e, seguramente visando a ampliação de participação de mercado e expansão dos negócios da marca no nordeste, encontram-se hoje em Maceió alguns ilustres executivos da Fiat Automóveis do Brasil. Na liderança do grupo está Cledorvino Belini (Presidente da Fiat do Brasil). Em sua companhia, o acompanham, Lélio Ramos (Diretor Comercial da Fiat Automóveis), Mazu Catto (Diretor de Marketing), Hilário Soldatelli (Diretor Comercial Adjunto), Antônio Sérgio (Diretor de Pós-vendas) e Gilson Carvalho (Diretor do Banco Fidis). Proporcionalmente, os negócios Fiat em Alagoas sempre se mantém em destaque todos os anos, quer seja no cômputo geral das vendas, quanto na excelência do atendimento das revendas locais. As nossas boas vindas à comitiva.

Investimento - Com o objetivo de divulgar que o seu produto possui a melhor relação custo-benefício do mercado, a Michelin realiza, a partir do dia 24 de junho, o seu mais vultoso investimento em comunicação previsto para este ano. A fabricante de pneus entrará em diferentes níveis de mídia em canais de TV abertos e fechados numa campanha para conquistar o consumidor. Além do Brasil, a propaganda se estenderá em boa parte da América Latina, América Central e Caribe. O foco maior se dará no seu mais novo produto: o pneu Energy XM1.

Concorrência - Unindo seu compromisso com o meio ambiente e sua ligação com o desenvolvimento de Americana (SP), a Goodyear do Brasil tornou-se uma das patrocinadoras do Brasil Eco Show – 1º Festival Internacional de Eco Arquitetura e Paisagismo. Promovido pelo Instituto Cultural de Eco-Desenvolvimento Nacional (Inceden), o evento se realiza durante a Semana Mundial do Meio Ambiente, de 1 a 5 de junho, no pavilhão de exposições do Palácio das Indústrias de Americana (Fidam).n PARCERIA Firme e forte, a Clarion continua como patrocinadora sênior dos Rallies Mitsubishi Motorsports, que acontecem tradicionalmente em várias regiões do Brasil. (RAPI / FBA)

TEST-DRIVE - Corolla XEi 1.8 16V VVT-i Flex 2008


Na cronologia dos fatos, no Brasil, a Toyota foi a última grande montadora a apresentar o seu modelo “flexível”, ou seja, um bicombustível que funciona com álcool e/ou gasolina em qualquer proporção. No entanto, esse dado localizado não representa atraso algum, e sim, de acordo com a marca, a maturação de um projeto feito com esmero que teve duração de três anos. O novo Corolla Flex chega no mesmo instante do avassalador sucesso da marca pelo mundo, que hoje é detentora do primeiro lugar em vendas de automóveis no planeta.
Comedidos e amplamente organizados, os japoneses da Toyota colocaram agora a linha Corolla 2008 com um novo trunfo: a capacidade de funcionar com dois combustíveis acompanhando uma tendência muito bem aceita no mercado nacional e que já beira os 80% da frota. A convite da montadora nipônica, avaliamos um modelo da marca, mais precisamente um Corolla XEi, carro intermediário da linha.

Ecologia

Em opinião unânime, os executivos da empresa comentaram a preocupação da marca com a evolução e uso dos combustíveis renováveis em seus carros. A linha de atuação a ser seguida nos próximos anos estará focada na economia de combustível com significativa diminuição de emissão de CO2 e outros poluentes. O foco da Toyota, segundo explanação de sua mesa diretora no evento de lançamento do novo carro, será o de preservar a qualidade do ar e a diminuição da poluição no planeta.
Uma das maneiras de começar essa ´trilha verde´, sem dúvida alguma, é substituir ou ao menos dividir o consumo da gasolina com o álcool. Luiz Carlos Andrade Júnior (vice-presidente da Toyota Mercosul) enfatizou a importância do mercado do carro “flex” no Brasil e no mundo. “No nosso tempo, após várias pesquisas com o desenvolvimento de um carro muito bem acertado, estamos seguindo uma tendência de mercado muito forte e temos certeza de que o Corolla Flex 2008 vai colaborar com o sucesso disso, de um projeto de melhoria do planeta”, enfatizou Andrade Júnior.

Na pista com o novo carro
Em termos estéticos, não houve alteração significativa do modelo anterior para este carro, já que a montadora está preparando um novo Corolla para o Brasil a ser lançado em meados de 2008. Com relação ao desempenho, a engenharia da marca no Brasil associada à Toyota Motor Corporation, desenvolveram um carro com um comportamento semelhante ao já conhecido, salvo algumas melhorias nas acelerações e, segundo a fábrica, no consumo de combustível.
O Corolla é o tipo de automóvel bem comportado e que executa todas as tarefas de casa com primazia. Na nova versão, o consagrado propulsor VVT-i continuou desenvolvendo os mesmos 136 cavalos de potência do motor movido somente a gasolina, isso graças à perfeita equalização do trabalho de engenharia. Todos os carros Flex lançados até o momento no Brasil, sem exceção, tiveram sua potência alterada nessa adaptação para o modo bicombustível.

Performance
Uma das coisas boas da família Corolla é o chamado “rolling”. Segundo os americanos, isso é a capacidade de rodar com suavidade. Nisto, o Corolla é mestre. Silencioso ao extremo, macio em pisos variados e equilibrado em altas e baixas rotações, ele anda bem, sem trancos, passando uma boa sensação de segurança, tanto com o câmbio manual, quanto com o automático. Referência tecnológica no mercado, esse motor 1.8 16V VVT-i da Toyota é um dos mais eficazes em termos de consumo, desempenho e durabilidade.
No novo carro o propulsor Flex recebeu proteção de resina contra a corrosão e outras melhorias tecnológicas, como substituição das velas de ignição, reprogramação da central eletrônica inteligente e implantação de materiais de liga metálica mais resistentes nas válvulas de admissão e no comando de válvulas. O novo carro recebeu, também, um pequeno tanquinho com 600 ml de gasolina para a partida a frio e teve a sua capacidade do tanque de combustível aumentada de 55 para 56 litros.
No geral, a bordo desse consagrado automóvel, que é um dos projetos mais bem sucedidos do mercado mundial, desfruta-se de um amplo pacote que engloba conforto, segurança e tecnologia em doses bem divididas. O torque de toda a linha 1.8 (Corolla Flex e Fielder Flex) continua o mesmo: satisfatórios 17,5 kgfm a 4.200 rpm, assim como a sua taxa de compressão, de 10:1. Como ganho, a versão de entrada XL-i do Corolla sedã, agora é também equipada com o motor 1.8 16V VVT-i Flex, em substituição ao 1.6 16V de 110 cv, que continua disponível na versão com transmissão automática, para atender também aos consumidores portadores de necessidades especiais.
Todas as versões agora contam com rodas de liga leve e air bag duplos na dianteira, além de freios ABS. E os itens de conforto, tais como: ar-condicionado, coluna de direção regulável, comando interno de abertura do porta-malas e do tanque de combustível, direção hidráulica, console entre os bancos dianteiros com porta-copos e porta-objetos, desembaçador do vidro traseiro, hodômetro total/parcial digital, pára-sol do passageiro com espelho de cortesia e porta-documentos, porta-moedas, porta-revistas nos bancos dianteiros, relógio digital, retrovisores externos elétricos, tacômetro, travas e vidros elétricos, continuam sendo itens disponíveis diferenciados.
Os preços sugeridos para os veículos (base Estado de São Paulo com pintura sólida) são: Corolla XL-i 1.8 Flex, R$ 56.565,00 (manual) e R$ 61.101,00 (automático); Corolla XE-i 1.8 Flex, R$ 62.233,00 (manual) e R$ 66.880,00 (automático); Corolla SE-G 1.8 Flex, R$ 79.676,00 (automático); Fielder XE-i 1.8 Flex, R$ 67.144,00 (manual); R$ 71.729,00 (automático) e Fielder SE-G 1.8 Flex, R$ 83.712,00 (automático).

Confiável, bom na revenda quando já usado, confortável e de baixíssima manutenção, o Corolla, apesar de tantos atributos, dispensa maiores comentários, pela boa receita que oferece. (RAPI / FBA) Fotos: divulgação

FELIZ ANIVERSÁRIO!


O amigo Paulo Patury Accioly (Via France Citroën), é o mais festejado aniversariante da semana! O nosso abraço!

DESTAQUE - Gazeta Automóvel (31 MAI 2007)


Victor Dantas, empresário do setor automotivo no ramo de carros seminovos.

“Leio a Gazeta Automóvel porque adoro carros e, por causa do meu ramo de negócios, preciso ficar atualizado semanalmente sobre o mercado.”

CARRO INESQUECÍVEL: “Chevrolet Vectra CD, 1999”

CARRO DOS SONHOS: “Porsche Cayenne”

VIAGEM DA BOA LEMBRANÇA: “A que fiz em Lua de Mel, de Maceió até Fortaleza”

SITUAÇÃO INESQUECÍVEL A BORDO DE UM CARRO: “Correr o Rally Mitsubishi Motorsports em Fortaleza”

CARRO INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA: “Um Opala Diplomata 1990, do meu pai”

O QUE DETESTA NO TRÂNSITO? “Buzina e celular tocando!”

MÚSICA BACANA PARA DIRIGIR: “MPB e rock”

HOBBY: “Viajar de carro”

UM LUGAR: “O Ceará!”

ÍDOLO: “Meus pais”

COMIDA PREDILETA: “Frutos do mar”

Pára-choque (31 Mai 2007)


Peugeot 307 SW Allure - Na sua garagem por R$69.990,00


Modelo vem com câmbio manual, teto panorâmico de cristal e bancos modulares

Espaço, conforto, versatilidade e tecnologia. Esses atributos, segundo a marca francesa, fazem do Peugeot 307 SW um modelo de sucesso, que agora também pode ser encontrado em uma nova versão, Allure, que a marca lança no mercado brasileiro com a apresentação de sua linha 2008.
Com opção de câmbio manual, o 307 SW Allure passa a ser uma nova alternativa oferecida pela Peugeot aos consumidores. O modelo, além de trazer uma ampla lista de equipamentos de série, mantém dois itens exclusivos e inovadores: o teto panorâmico de cristal e a modularidade dos bancos, também presentes na versão top de linha, que ganhou a denominação Féline. Comercializado exclusivamente por meio do site da montadora (www.peugeot.com.br), o 307 SW chega, segundo a fábrica, com preço muito atraente: a versão Allure custa R$69.990,00 com câmbio manual ou R$74.450,00 com transmissão automática seqüencial Tiptronic, que possibilita, também, a troca de marchas manualmente. Já a versão Féline, top de linha, sai por R$ 79.990,00. (AP) Fotos: divulgação

Linha VW 2008 - Poucas mudanças


Novo design frontal do Fox e do CrossFox é o destaque da Linha Volkswagen 2008

A linha 2008 da Volkswagen começa a chegar nas concessionárias autorizadas e traz como principal novidade a remodelação na frente do Fox e do CrossFox. O novo conjunto de grade e pára-choque segue a tendência mundial de design em “V” da marca, já utilizada com sucesso nas versões do Fox europeu e no SpaceFox. O novo desenho deu à frente do carro um toque adicional de modernidade, juventude e sofisticação.
O conjunto óptico dianteiro ganhou um realce ainda maior para o CrossFox. Faróis com duplo refletor oferecem ao carro a sofisticação de carros de segmentos superiores, como o Novo Golf. Além disso, segundo a fábrica, a dupla parábola melhora o campo de visão do motorista. Os piscas estão integrados à parte superior do farol, o que facilita a visibilidade para os outros condutores. A robustez e a esportividade também estão cada vez mais destacadas no CrossFox. Foram integrados ao pára-choque itens como o quebra-mato e os faróis de milha, dando ao modelo um contorno mais definido e um ar ainda mais aventureiro. Especial atenção também foi dada ao suporte do estepe que ganhou nova trava de fechamento. É uma espécie de maçaneta que facilita o acesso ao porta-malas, atendendo a um desejo dos clientes. Nas laterais do veículo foram aplicadas nova logotipia e desenhos. (AVW) Foto: divulgação