quinta-feira, fevereiro 08, 2007

ACELERANDO (08 FEV 2007)

A MAGIA DE UMA MARCA

A edição está rica, como sempre. Não é falta de modéstia, é contágio do vírus MB, Mercedes-Benz. Na capa, o perfeito automóvel, talvez o melhor sedã de seis cilindros construído até hoje no mundo e, seguramente, um dos dez maiores carros de todos os tempos. É o Mercedes Classe E350, um diamante lapidado com esmero total. O equilíbrio entre performance, beleza, conforto, luxo e segurança. Aceleramos, infelizmente, somente por dois dias, essa máquina que ornamenta a parte principal do nosso trabalho.

A primeira vez que guiei um Mercedes (também de 6 cilindros), eu tinha 15 anos. Era um C280 todo azul por fora e por dentro, se a memória não me faz ser ilegítimo. Lembro da delícia de andar nesse carro com um volante branco, todo de marfim, cheio de madeira nobre nos acabamentos, couro legítimo e, é claro, com uma disposição incrível para engolir quilômetros de asfalto.
Vinte e dois anos depois, deparo-me com a evolução deste sedã de quatro portas e estilo inconfundível. A surpresa maior, de cair o queixo é que, apesar do hiato de duas décadas e da gigantesca diferença tecnológica entre ambos, há uma similaridade impressionante nas sensações transmitidas ao dirigi-los. Finalmente descobri o que a imprensa especializada em automóveis criou como termo de identidade para veículos da mesma família: o DNA. Há, entre os Mercedes dos anos 70 e 80 uma ligação primorosa com os modernos carros da marca zero quilômetro. O jeito de ´flutuar´ em baixas velocidades e a mudança de temperamento em altas é praticamente o mesmo. Se fosse comparar esse veículo com um ser humano, certamente escolheria o maior de todos os boxeadores, Cassius Clay. Porquê? Pelo fato de o Mercedes também ter uma característica que tornou Muhammad Ali famoso: a “leveza de uma borboleta e a ferroada de uma abelha”. No Classe E350 é assim. O motor é um amigo absoluto nas duas situações. Devagar, o leva em passeio calmo, mas, se solicitado, salta da serenidade para a estupidez num piscar d´olhos.
Incrível, magnífico, perfeito. Não dá pra dizer o contrário, porque defeitos não existem nessa máquina. Ficou curioso? Vá lendo até encontrar notícias dele e se delicie com a alma desse carro estonteante.

Cordial abraço! (Texto): Fábio Amorim

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá amigo fábinho
mais uma vez vc lembrou do mercedes 250 azuzinho com marfim no volante no auge dos seus 15 anos hem ?

legal !!!!!!! parabens pela matéria ,
ps: quando vou entrar na coluna destaque da gazeta automóveis ???
brincadeira viu aboraços e mais uma vez para bens continue assim
pois vc sabe q torço por vc em tudo
abraços do amigo luis gordinho

Fábio Amorim disse...

Ilustre amigo Lula, sim, como poderia esquecer daquela máquina sensacional! Seria imenso o prazer em tê-lo na página 2, como destaque da Gazeta Automóvel. Quando quiser, o espaço é seu. Quanto ao pára-choque, colocarei a sua sugestão já na próxima edição, de 15 de fevereiro de 2007.
Abraço forte! Fábio Amorim